Mercados

Ibovespa recua com incertezas no Oriente Médio; dólar sobe a R$ 5,02

26 maio 2026, 17:25 - atualizado em 26 maio 2026, 17:30
Mercado Mercados Ibovespa Morning Wall Street Agenda
(Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

O Ibovespa (IBOV) encerrou o pregão em baixa após o noticiário sobre a guerra no Oriente Médio indicar escalada de tensões com novos ataques dos Estados Unidos ao Irã.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nesta terça-feira (26), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com queda de 0,69%, aos 176.589,03 pontos.

Já o dólar à vista (USDBRL) encerrou as negociações a R$ 5,0274, em alta de 0,17%.

Por aqui, os investidores acompanharam o resultado do setor externo de abril, que apontou déficit em transações correntes mais negativo do que o esperado. Por outro lado, os investimentos estrangeiros diretos superaram as expectativas, segundo o Banco Central (BC).

O déficit em transações correntes alcançou US$ 1,765 bilhão em abril, com o acumulado em 12 meses totalizando o equivalente a 2,66% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto a pesquisa da Reuters apontava para um saldo negativo de US$ 200 milhões em abril. No mesmo período do ano anterior houve saldo negativo de US$ 1,636 bilhão.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Já os investimentos diretos no país (IDP) alcançaram US$ 8,912 bilhões, contra US$ 5,4 bilhões projetados na pesquisa e US$ 5,371 bilhões em abril de 2024.

Altas e quedas do Ibovespa

Em dia negativo com saída de fluxo, a Vale (VALE3) recuou 0,62%, a R$ 83,07. O movimento acompanhou a queda do contrato do minério de ferro para setembro de 2026, de 1,95%, a US$ 115,12 a tonelada, na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE), na China.

Já a Petrobras (PETR4;PETR3) terminou com alta de PETR3, de 0,41% (R$ 48,89) e PETR4 registrou ligeiro avanço de 0,09% (R$ 43,44) – figurando como a ação mais negociada da B3, com 50 mil negócios e giro financeiro de R$ 1,4 bilhão.

Nesta terça-feira, os contratos mais líquidos do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para agosto avançaram 3,58%, a US$ 99,58 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A ponta negativa do índice foi puxada pela Braskem (BRKM5), que tombou 5,81%, a R$ 11,68.

Já a ponta positiva foi encabeçada pela Minerva (BEEF3) com salto de 2,61% (R$ 3,93).

Exterior

Os índices de Wall Street fecharam sem direção única, com Nasdaq e S&P 500 impulsionados pelo setor de tecnologia.

No front da guerra no Oriente Médio, os Estados Unidos realizaram ataques ao sul do Irã na noite da segunda-feira (25), o que foi classificado como uma ação de “autodefesa” pelo Comando Central dos Estados Unidos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mesmo com os ataques, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que as negociações de paz com o Irã estão “prosseguindo bem”. No entanto, o movimento trouxe volatilidade aos mercados nesta manhã.

Já o líder supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Khamenei, disse que as potências do Golfo não serão mais um escudo para as bases dos Estados Unidos e que os EUA não terão mais um refúgio seguro na região. Ao mesmo tempo, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, disse ao emir do Catar que está disposto a fechar um “acordo digno”.

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: -0,23%, aos 50.461,68 pontos;
  • S&P 500: +0,61%, aos 7.519,12 pontos – no maior nível nominal histórico;
  • Nasdaq: +1,19%, aos 26.656,181 pontos – no maior nível nominal histórico.

Na Europa, os índices fecharam em queda com as negociações no Oriente Médio no radar. O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações em baixa de 0,57%, aos 628,01 pontos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na Ásia, os índices também terminaram no terreno negativo. O índice de Nikkei, do Japão recuou 0,25% em Tóquio, a 64.996,09 pontos. Já o índice Hang Seng, de Hong Kong, teve baixa marginal de 0,03%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Por dentro dos mercados

Receba gratuitamente as newsletters do Money Times

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar