Mercados

Ibovespa vai na contramão de Wall Street e avança com Itaú (ITUB4); dólar recua a R$ 5,16

26 jun 2026, 17:29 - atualizado em 26 jun 2026, 17:35
Carteira Recomendada, Ações, Mercados, Investimentos, Bancos, Eletrobras, ELET6, Totvs, TOTS3
(Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

O Ibovespa (IBOV) fechou em alta, impulsionado pelo avanço de bancos como o Itaú Unibanco (ITUB4), destoando do pessimismo do exterior com a liquidação do setor de tecnologia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nesta sexta-feira (26), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com avanço de 0,76%, aos 173.295,14 pontos. Na semana, o IBOV acumulou alta de 2,98%.

Já o dólar à vista encerrou as negociações a R$ 5,1676, em queda de 0,20%. Na semana, a divisa fechou próxima à estabilidade, com valorização de 0,05%.

No cenário doméstico, o mercado acompanhou a divulgação da taxa de desemprego no Brasil, que recuou para 5,6% no trimestre até maio de 2026, ante 5,8% no trimestre encerrado em abril. Trata-se do menor patamar para o período na série histórica iniciada em 2012, segundo o IBGE.

O número veio em linha com a mediana da pesquisa Projeções Broadcast, com intervalo das estimativas de 5,5% a 5,7%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

LEIA MAIS: Taxa de desemprego no Brasil cai para 5,6% até maio, menor desde 2012

Nos cálculos da economista Claudia Moreno, do C6 Bank, na série com ajuste sazonal, a taxa de desemprego ficou estável em 5,5%, permanecendo em um patamar historicamente baixo. “São números que reforçam que o mercado de trabalho segue aquecido no Brasil”, afirma.

Já o déficit em transações correntes chegou a US$ 3,185 bilhões em maio, acumulando em 12 meses o equivalente a 2,60% do Produto Interno Bruto (PIB), informou o Banco Central. No mês, os investimentos diretos no país (IDP) alcançaram US$ 7,974 bilhões, contra US$ 3,863 bilhões em maio de 2025.

Altas e quedas do Ibovespa

Em dia de Ibovespa impulsionado pelas blue chips, o setor de bancos registrou alta: Índice Financeiro (IFNC) terminou o pregão com avanço de 1,39%. O Itaú (ITUB4), que detém cerca de 8% da participação na carteira do IBOV, registrou ganho de 1,29% (R$ 42,24).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Entre os pesos-pesados, a Vale (VALE3), que detém 11% de participação do índice, destoou do desempenho do minério de ferro – o contrato mais líquido da commodity, negociado para setembro, encerrou as operações em Dalian, na China, com alta de 0,81%, cotado a 748 yuans (US$ 110,02) a tonelada. VALE3 recuou 0,65% (R$ 78,15).

Petrobras (PETR4;PETR3), que detém cerca de 12% de participação da carteira do índice, encerrou o pregão em queda seguindo os preços do petróleo. O Brent para setembro, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), em baixa de 3,84%, a US$ 72,60.

PETR3 terminou o dia com recuo de 1,17% (R$ 42,25) e PETR4 registrou baixa de 1,01% (R$ 38,06).

Bancos, Vale e Petrobras correspondem a 50% da carteira teórica do Ibovespa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A positiva do Ibovespa foi encabeçada por Totvs (TOTS3), com alta de 5,63%, a R$ 28,69.

Já a ponta negativa foi liderada por Braskem (BRKM5), que despencou 8,36% (R$ 6,25). O movimento ocorreu ainda pelo agravamento da crise financeira e como reflexo do rebaixamento da ação pelo Citi.

O banco rebaixou a recomendação de Braskem de neutro/alto risco para venda/alto risco devido à piora das perspectivas para os spreads petroquímicos e ao aumento dos riscos específicos da companhia.

Além disso, a petroquímica afirmou nesta sexta-feira que obteve decisão favorável da Justiça para a suspensão por 60 dias da cobrança de dívidas por determinados credores financeiros, um dia após protocolar pedido de tutela de urgência cautelar para assegurar uma proteção temporária durante as negociações.

Exterior

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os índices de Wall Street fecharam em baixa em uma nova rodada de venda do setor de tecnologia. O Nasdaq, em queda pelo quinto pregão consecutivo, derreteu 4%, enquanto o S&P 500 recuou 1% na semana. O Dow Jones, por outro lado, teve alta de 0,6% no período.

Durante a semana, os investidores venderam de forma generalizada as ações tech com temores de encarecimento de chips, gastos elevados das companhias com IA diante da perspectiva de juros mais altos, e produtos finais mais caros aos consumidores, como no caso da Apple.

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: -0,09%, aos 51.876,11 pontos;
  • S&P 500: -0,05%, aos 7.353,95 pontos;
  • Nasdaq: -0,43%, aos 25.358,603 pontos.

Na Europa, os índices fecharam em queda com o “sell-off” do setor de tecnologia. Hoje, o índice pan-europeu Stoxx 600 registrou queda de 0,68%, aos 635,88 pontos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na Ásia, os índices encerraram majoritariamente no terreno negativo pressionado por tech. O índice Nikkei, do Japão, teve perdas de 4,15% os 69.360,88 pontos. Já o índice Hang Seng, de Hong Kong, caiu 1,76%, aos 22.671,86 pontos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Por dentro dos mercados

Receba gratuitamente as newsletters do Money Times

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar