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Ibovespa engata nova queda com Petrobras (PETR4) e ‘perde carona’ dos recordes em Wall Street; dólar cai a R$ 5,01

28 maio 2026, 17:20 - atualizado em 28 maio 2026, 17:48
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(Imagem: iStock/KanawatTH)

O Ibovespa (IBOV) teve uma sessão volátil e cedeu, na reta final, à pressão da Petrobras (PETR4), um dos pesos-pesados do índice – em direção contrária aos recordes de Wall Street.

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Nesta quinta-feira (28), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com recuo de 0,39%, aos 175.063,41 pontos.

Já o dólar à vista (USDBRL) encerrou as negociações a R$ 5,0318, com queda de 0,57%.

Por aqui, o mercado dividiu as atenções entre o cenário eleitoral e novos dados do mercado de trabalho.

Pela manhã, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) mostrou que a taxa de desemprego no Brasil recuou para 5,8% no trimestre até abril de 2026, ante 6,1% no trimestre encerrado em março.

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Trata-se da menor taxa para um trimestre encerrado abril na série histórica iniciada em 2012.

Já à tarde, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego, apontou a abertura 85.888 vagas formais de trabalho em abril de 2026, abaixo da da mediana da pesquisa Projeções Broadcast – que indicava criação líquida de 211,1 mil vagas no período.

Para Antonio Ricciardi, economista do Daycoval, o mercado de trabalho dá sinais incipientes de desaceleração, mas a validação desse movimento é necessária com os próximos dados.

Altas e quedas do Ibovespa

O Ibovespa foi pressionado, mais um vez, por Petrobras (PETR4;PETR3), que detém cerca de 12% de participação da carteira do índice.

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As ações da estatal fecharam em queda, na contramão do desempenho dos preços do petróleo. Mais cedo, a companhia anunciou um aumento de R$ 0,48 no litro da gasolina para as refinarias a partir de amanhã (29).

O reajuste é menos da metade da defasagem dos preços da Petrobras em relação ao mercado internacional.

PETR3 terminou o dia com baixa de 1,16% (R$ 47,54) e PETR4 registrou recuo de 0,93% (R$ 42,42) – figurando como a ação mais negociada da B3 com cerca de 53,4 mil negócios e giro financeiro de R$ 1,4 bilhão.

A ponta negativa, porém, foi liderada pelas ações ciclícas, após dados fortes de emprego reforçar a expectativa de juros elevados por mais tempo, por parte do mercado. Azzas 2154 (AZZA3) encabeçou as perdas do IBOV, com queda de 3,87% (R$ 19,85).

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Outro peso-pesado limitou as perdas do IBOV: a Vale (VALE3), que detém 11% de participação do índice, estendeu os ganhos da sessão anterior e subiu 0,61% (R$ 83,96), na contramão do minério de ferro – o contrato mais líquido da commodity, negociado para setembro, encerrou as operações em Dalian, na China, em baixa de 0,06%, a 780,50 yuans (US$ 115,13) a tonelada.

Copasa encerrou como a maior alta do índice após a companhia divulgar uma nova versão da oferta de privatização. CSMG3 teve ganho de 4,32% (R$ 52,94).

Em fato relevante, a companhia definiu o preço mínimo de R$ 47,23 por papel e anunciou que o acionista de referência será anunciado em 3 de junho. A operação deve movimentar entre R$ 8 e R$ 9 bilhões.

Exterior

Os índices de Wall Street encerraram a sessão em recordes em meio ao otimismo das negociações de paz entre Estados Unidos e Irã.

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Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: +0,05%, aos 50.668,97 pontos – no maior nível nominal histórico;
  • S&P 500: +0,58%, aos 7.563,63 pontos – no maior nível nominal histórico;
  • Nasdaq: +0,91%, aos 26.917,471 pontos – no maior nível nominal histórico.

Na Europa, os índices fecharam em queda ainda com atenções concentradas no Oriente Médio e possível alta nos juros na zona do euro nas próximas decisões. O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com ligeira queda de 0,49%, aos 625,11 pontos.

Na Ásia, os principais índices terminaram o dia também em tom negativo. O índice de Nikkei, do Japão, caiu 0,47%, aos 64.693,12 pontos e o índice Hang Seng, de Hong Kong, teve baixa de 1,27%, aos 25.006,16 pontos.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
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