Ibovespa desaba 1% com AtlasIntel após ‘Flávio Day 2.0’; 5 coisas para saber antes de investir hoje (19)
O Ibovespa (IBOV) abre o segundo pregão da semana em baixa após a queda relevante do senador e candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta terça-feira (19).
Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava em queda de 1,33% aos 174.626,48 pontos.
O dólar à vista opera em alta ante o real, na esteira do desempenho da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda avançava a R$ 5,0330 (+0,68%). Já o DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, tinha ganho de 0,06%, aos 99.252 pontos.
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5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta terça-feira (19)
1 – Pesquisa AtlasIntel/Bloomberg
De acordo com levantamento AtlasIntel/Bloomberg para a eleição presidencial de outubro deste ano, realizado após a revelação das ligações entre o senador Flávio Bolsonaro e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro despencou 6 pontos percentuais no cenário de segundo turno.
Em um eventual segundo turno, Flávio Bolsonaro tem 41,8%, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) retomou a liderança com 48,9% das intenções de voto. Na pesquisa de abril, o senador tinha ligeira vantagem na pesquisa com 47,8%, ante 47,5% de Lula.
A pesquisa foi realizada pelo recrutamento digital por meio da navegação de rotina na web com eleitores maiores de 16 anos. Foram 5.032 respondentes entre a última quarta-feira (13) – quando foi publicada a reportagem do Intercept Brasil com Flávio Bolsonaro pedindo dinheiro a Vorcaro – e esta segunda-feira (18), nos 26 estados e no Distrito Federal.
A margem de erro é de 1 ponto porcentual para mais ou para menos, um índice de confiança de 95% e a pesquisa foi tem o registro BR-06939/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Entre os entrevistados, 95,6% sabiam do áudio e das mensagens vazadas de conversas entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro, enquanto apenas 4,4% desconheciam as informações reveladas pelo Intercept Brasil.
2 – Selic restritiva
Em evento promovido pelo Santander, o diretor de Política Monetária do Banco Central, Nilton David, afirmou nesta terça-feira que a autarquia pretende manter o juro básico, a taxa Selic, em nível restritivo até que esteja convencida de que a inflação no país caminha em direção à meta de 3%.
David disse que avaliações do BC são feitas com cautela e serenidade diante do elevado nível de incerteza no ambiente, ressaltando que a política monetária está funcionando.
Nesta segunda-feira (18), o Boletim Focus apontou ligeiro avanço das expectativas de inflação de 3,91% para 3,92% em 2026. Já a estimativa intermediária para a Selic no fim de 2026 subiu de 13% para 13,25% diante das incertezas geopolíticas e pressão sobre preços de energia e combustíveis.
3 – Move Aplicativos
Nesta terça-feira, o presidente Lula lança o programa Move Aplicativos, voltado ao financiamento de veículos para motoristas de aplicativo. O evento será realizado na Casa de Portugal, na cidade de São Paulo, às 15h30 (horário de Brasília).
O programa prevê R$ 30 bilhões em recursos públicos para a linha de crédito para motoristas de aplicativo e taxistas, com condições especiais para o financiamento e a manutenção de veículos, além da criação de capital de giro.
4 – Dirigentes do Fed
O mercado acompanha ainda a fala de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) na véspera da divulgação da ata do encontro de abril, que deve trazer maior detalhamento sobre a visão dos dirigentes do BC norte-americano sobre os impactos da guerra no Irã na inflação.
As falas do diretor do Fed Christopher Waller e da presidente da unidade do Federal Reserve da Filadélfia, Anna Paulson, ficam no radar dos investidores.
5 – Conflito no Oriente Médio
Os preços do petróleo apresentaram moderação após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar na rede Truth Social ontem à noite que iria cancelar um ataque ao Irã previsto para esta terça-feira após pedido de líderes do Catar, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita.
Anteriormente, Trump havia elevado o tom em relação ao Irã chegando a afirmar que Teerã sabe o que aconteceria caso um acordo razoável para os EUA não fosse firmado.
Segundo a agência de notícias iraniana IRNA, a mais recente proposta de paz de Teerã para os Estados Unidos envolve o fim das hostilidades em todas as frentes, incluindo o Líbano, a saída das forças norte-americanas das áreas próximas ao Irã e reparações pela destruição causada pela guerra de EUA e Israel.
Nos primeiros comentários do Irã sobre a proposta, o vice-ministro das Relações Exteriores, Kazem Gharibabadi, disse que Teerã também busca o levantamento das sanções, a liberação de fundos congelados e o fim do bloqueio marítimo dos EUA ao país, informou a IRNA.
Os termos descritos pelo lado iraniano parecem ter mudado pouco em relação ao pedido de Trump em relação ao programa nuclear do Irã. O presidente dos EUA chegou a afirmar que havia uma “chance muito boa” de chegar a um acordo.
Por volta das 10h10 (horário de Brasília), os contratos futuros do petróleo Brent para julho, referência no mercado internacional, recuavam 1,36%, a US$ 110,54 o barril.
*Com informações de Estadão Conteúdo e Reuters