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Petrobras (PETR4), Cosan (CSAN3), XP (XPBR31) e outros destaques desta terça-feira (19)

19 maio 2026, 9:15 - atualizado em 19 maio 2026, 9:15
petrobras
(Imagem: REUTERS/Sergio Moraes)

As falas da presidente da Petrobras (PETR4), Magda Chambriard, a entrevista de Rubens Ometto sobre o futuro da Cosan (CSAN3) e os resultados do primeiro trimestre da XP Inc (XPBR31), são alguns dos destaques corporativos desta terça-feira (19).

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Confira os destaques corporativos de hoje

Petrobras (PETR4): ‘Disseram que o agro cresceu 12% e foi bom; nós crescemos 16%’, diz CEO

A presidente da Petrobras (PETR4), Magda Chambriard, afirmou nesta segunda-feira (18) que a estatal registrou crescimento de 16% na produção no primeiro trimestre de 2026 ante igual período de 2025.

Ao comparar o desempenho ao avanço de 12% do agronegócio, Magda disse que investidores internacionais têm sinalizado apoio à estratégia da companhia. “Eles têm nos dito: continuem nesse passo”, afirmou.

“O aumento da produção foi o primeiro ponto. Quando comparamos o primeiro trimestre de 2026 com o mesmo período de 2025, vemos crescimento de 16% na produção da Petrobras. Dezesseis por cento. Que empresa cresceu isso em um ano? Disseram que o agro cresceu 12%, e foi bom. Nós crescemos 16%”, afirmou Magda.

De acordo com a presidente, o aumento de produção – de petróleo, de refino, de gás e de eficiência operacional da Petrobras – resultou em um lucro de US$ 6,2 bilhões.

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Magda anunciou, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), investimento de R$ 37 bilhões da companhia em São Paulo até 2030. Os recursos serão destinados a refino e biorrefino, logística, exploração e produção, descarbonização e geração de energia sustentável.

Ometto diz que Cosan (CSAN3) não vai acabar e seguirá nas mãos da família

“Descer do salto alto e fazer as coisas mais simples” é o mantra do fundador e presidente do conselho da Cosan (CSAN3), Rubens Ometto, para que a empresa saia da crise financeira que tem colocado em dúvida o futuro da companhia pelos próprios executivos.

“Na última conferência de resultados, o CEO da Cosan fez um comentário meio às pressas, que foi mal interpretado, de que a Cosan iria fechar. A Cosan não vai acabar, absolutamente”, disse Ometto, em referência a Marcelo Martins, presidente da companhia, que afirmou, durante teleconferência de resultados do primeiro trimestre, ser “bastante razoável” dizer que a Cosan iria deixar de existir num horizonte de três a cinco.

Tudo isso porque a Cosan enfrenta desafios de redução da alavancagem da estrutura da holding, que sofreu com a alta dos juros e precisou receber um aporte de R$ 10 bilhões do BTG Pactual, da gestora Perfin Investimentos e da família Ometto, fundadora da companhia.

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Em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, publicada nesta terça-feira (19), Ometto afirmou que o cenário de juros altos no Brasil nos últimos anos e investimentos equivocados fizeram com que a empresa chegasse na situação atual.

“A gente errou na mão em relação aos juros: fizemos mais investimentos do que devíamos ter feito. Estamos fazendo um ‘turnaround’ que está fluindo muito bem. Gastamos para comprar a Shell Argentina, por US$ 1,5 bilhão. Gastamos outro US$ 1,5 bilhão para comprar a Biosev, que era o segundo maior produtor de açúcar. Investimos em etanol de segunda geração, o mesmo valor”.

XP (XPBR31) tem lucro de R$ 1,3 bi no 1º trimestre, anuncia novo CFO e dividendos

A XP Inc (XPBR31) teve lucro líquido ajustado de R$ 1,3 bilhão no primeiro trimestre, aumento de 7% em relação ao mesmo período do ano passado, mas com piora na rentabilidade e queda em captação, conforme dados divulgados pelo grupo financeiro na segunda-feira (18).

A companhia também anunciou troca de CFO, bem como dividendos de cerca de R$ 500 milhões e programa de recompra de ações de até R$1 bilhão.

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Na base anual, o lucro da XP cresceu 7%, mas no trimestre cedeu 1%, ficando abaixo das previsões de analistas compiladas pela LSEG, que apontavam R$ 1,4 bilhão.

A receita bruta somou R$ 4,9 bilhões, alta de 8% ano a ano, mas queda de 7% na base trimestral.

A receita de varejo somou quase R$ 3,8 bilhões, expansão de 10% ante o mesmo período de 2025, mas queda de 2% em relação aos últimos três meses do ano passado. Em renda variável, houve alta de 22% ano a ano e de 13% no trimestre. Em renda fixa, queda de 25% e de 19% na mesma relação.

Braskem (BRKM5) afirma que não há decisão sobre recuperação judicial da subsidiária Idesa

A Braskem (BRKM5) informou ao mercado que não existe decisão tomada sobre as alternativas para a reestruturação de sua subsidiária mexicana, a Braskem Idesa, mas que seguem em curso discussões com o grupo de credores financeiros da companhia.

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A companhia prestou esclarecimentos à B3 e Comissão de Valores Mobiliários (CVM) após o Valor Econômico noticiar que a Idesa deve entrar com pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos (Chapter 11) antes mesmo da IG4 assumir a petroquímica.

De acordo com o jornal, a ideia inicial era de realizar uma reestruturação mais ampla de dívida na holding Braskem, no entanto, isso deve mudar e começar pela dívida no México. A Idesa estaria negociando com os detentores dos bonds de 2029 e 2032 um acordo para reperfilar pagamentos e diminuir a alavancagem financeira de 40,31 vezes em março.

Este grupo de credores possui a maior parte da dívida, com US$ 2 bilhões em papéis, sendo o principal (com 50% dos bonds), o empresário Carlos Slim, acionista da Inbrusa, que detém 25% da Idesa.

Christian Egan será eleito presidente da B3, diz jornal

A B3 deve anunciar nos próximos dias que Christian Egan será eleito como novo presidente da companhia, afirmou na segunda-feira (18) uma reportagem do jornal Valor Econômico, citando fontes.

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A empresa havia anunciado em março que seu ex-CEO, Gilson Finkelsztain, deixaria o cargo para assumir a mesma função no banco Santander Brasil (SANB11).

Egan é atualmente chefe da área de corporate e do banco de investimento do Santander no Brasil.

Em comunicado enviado à Reuters, a B3 disse que “o processo de sucessão ainda não foi concluído e segue sendo conduzido pelo Conselho de Administração da companhia”.

Telefônica Brasil (VIVT3) compra fatia restante da FiBrasil por R$ 458,7 milhões

A Telefônica Brasil (VIVT3) informou na segunda-feira (18) que adquiriu a totalidade das ações da FiBrasil Infraestrutura e Fibra Ótica detidas pela Telefónica Infra S.L. Unipersonal, em operação avaliada em R$ 458,7 milhões.

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Com a transação, a dona da marca Vivo passou a deter 100% do capital social da FiBrasil, consolidando integralmente a subsidiária em sua estrutura societária. O pagamento foi realizado em parcela única na data de assinatura do contrato de compra e venda de ações (SPA).

Segundo a companhia, a participação adquirida correspondia a 24,99% do capital social total da FiBrasil. Antes da operação, a Telefônica Brasil já era acionista da empresa de infraestrutura de fibra ótica.

A empresa destacou que a aquisição foi precedida de avaliação realizada por companhia independente especializada, responsável por apurar o valor por ação da FiBrasil. Os documentos da operação também incluem cláusulas e disposições usuais para esse tipo de transação.

Banco Daycoval recebe aval preliminar para abrir sua primeira agência nos Estados Unidos

O Banco Daycoval informou na segunda-feira (18) que recebeu aprovação preliminar condicionada do Office of the Comptroller of the Currency (OCC), órgão regulador do sistema bancário dos Estados Unidos, para abrir a sua primeira agência federal no país. A unidade, denominada Banco Daycoval SA (US Branch), será instalada em Aventura, na Flórida.

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Segundo o banco, a decisão representa um “avanço relevante” em sua estratégia de internacionalização e ocorre após processo regulatório nas autoridades norte-americanas iniciado em setembro de 2025.

A operação nos EUA terá foco inicial em atividades de atacado (wholesale banking), incluindo crédito corporativo, trade finance, tesouraria e mercados, além de suporte a empresas brasileiras e multinacionais com atuação internacional. De acordo com o Daycoval, a iniciativa busca ampliar a presença da instituição no mercado financeiro global.

A autorização do OCC ainda depende do cumprimento de exigências regulatórias e operacionais antes do início efetivo das atividades. Entre os requisitos estão a conclusão da estrutura operacional da unidade, governança, controles internos e processos de compliance.

*Com informações da Reuters e Estadão Conteúdo

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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