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Ibovespa cai à espera de pesquisa Datafolha; 5 coisas para saber antes de investir hoje (22)

22 maio 2026, 10:10 - atualizado em 22 maio 2026, 10:16
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(Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

O Ibovespa (IBOV) inicia o pregão desta sexta-feira (22) à espera do novo levantamento Datafolha sobre a corrida presidencial, sendo o primeiro dessa casa desde a crise da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

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O cenário geopolítico também divide as atenções com o avanço nas negociações de paz entre EUA e Irã.

Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava em queda de 0,62%, aos 176.553,44 pontos.



O dólar à vista opera em leve alta ante o real, na esteira do desempenho da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda subia a R$ 5,0067 (+0,11%). Já o DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, tinha leve avanço de 0,03%, aos 99.291 pontos,

5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta sexta-feira (22)

1 – De olho nas pesquisas eleitorais

A pesquisa Apex/Futura, divulgada hoje, mostra o presidente e pré-candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente nos cenários de primeiro e segundo turnos da disputa presidencial.

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Em eventual segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL), Lula tem 47,7% ante 42,2%, após empate técnico na sondagem anterior. O levantamento é o primeiro do instituto após o caso “Dark Horse“. Em cenário com Michelle Bolsonaro (PL), Lula também lidera, com 47,9% a 41,6% no segundo turno.

A Futura/Apex entrevistou 2.000 eleitores de 878 cidades brasileiras entre os dias 15 e 20 de maio, por meio de entrevistas por telefone. A margem de erro do levantamento é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

Essa é o primeiro levantamento da casa após o vazamento de áudio de Flávio ao dono do Master, Daniel Vorcaro, divulgado pelo site Intercept Brasil.

O mercado opera à espera de um novo levantamento Datafolha, que deve ser divulgado ainda hoje. Uma eventual piora da percepção sobre o senador tende a elevar a cautela nos mercados, diante da avaliação de parte dos agentes de que sua eleição poderia favorecer um cenário fiscal mais previsível.

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2 – ‘Divórcio’ na Azzas 2154

Na Azzas 2154 (AZZA3), o desenho da cisão societária entre os sócios Roberto Jatahy e Alexandre Birman está em discussão, segundo o jornal Valor Econômico.

Um modelo que está na mesa, de acordo com o jornal, envolve a listagem de três empresas-espelho da varejista, que refletiriam a separação dos ativos entre Birman e Jatahy.

A Azzas seria formada pelos negócios da Arezzo&Co, incluindo a Hering e a Farm, sob o comando de Birman, que se juntariam à Reserva.

Jatahy ficaria com as demais operações, incluindo ativos que já estão sob seu guarda-chuva, como a moda feminina (Cris Barros, Animale, NV, Maria Filó, entre outras).

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A terceira divisão poderia se abrir com a Farm sendo listada no exterior.

Na última quarta-feira (20), a varejista tornou pública uma série de demandas societárias envolvendo os empresários Jatahy e Birman relacionadas à estrutura organizacional das unidades de vestuário feminino e masculino da companhia.

Segundo comunicado divulgado nesta quarta-feira (20), os processos decorrem de divergências sobre gestão e governança da empresa formada pela combinação de negócios entre os grupos Arezzo e Soma, concluída em 2024.

3 – Câmbio

Nexta sexta-feira, o Banco Central realizará dois leilões de venda de dólares com compromisso de recompra no valor total de até US$ 1 bilhão para rolagem do vencimento de 2 de junho.

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As propostas serão acolhidas das 10h30 às 10h35.

As operações de venda do BC serão liquidadas em 2 de junho. Já as operações de compra estão divididas em duas datas: para o leilão A, a recompra ocorrerá em 2 de setembro, enquanto para o leilão B, a recompra se dará em 4 de novembro.

4 – Avanço no Oriente Médio

Na véspera, a agência de notícias Al Arabiya noticiou que os EUA e o Irã alcançaram uma versão final preliminar de um acordo mediado pelo Paquistão. O rascunho prevê um cessar-fogo imediato e as partes também se comprometem mutuamente a evitar ataques contra infraestrutura.

Já nesta sexta-feira, o governo do Paquistão ampliou os esforços diplomáticos para tentar reduzir as tensões entre o Irã, os Estados Unidos e Israel. Autoridades iranianas e paquistanesas voltaram a se reunir hoje para discutir alternativas de negociação.

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De acordo com a agência iraniana Tasnim, o encontro ocorreu entre o ministro do Interior paquistanês, Mohsin Naqvi, e o chanceler iraniano, Abbas Araghchi. As conversas teriam levado em consideração propostas para diminuir os atritos e a busca por uma saída diplomática para a crise.

Além disso, a Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC, na sigla em inglês) informou que 35 embarcações comerciais atravessaram o Estreito de Ormuz nas últimas 24 horas sob coordenação e proteção da força naval iraniana.

Apesar do avanço nas negociações e gradual retomada do fluxo do petróleo no Golfo, os preços do petróleo continuam em alta. Por volta de 10h (horário de Brasília), os contratos mais líquidos do Brent, referência para o mercado internacional, para julho subiam 0,85%, a US$ 103,46 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

Já os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para julho tinham leve alta de 0,33%, a US$ 96,74 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA.

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5 – Novo presidente no Fed

Kevin Warsh deve assumir o cargo de presidente (chair) do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos Estados Unidos) nesta sexta-feira.

O nome do ex-diretor foi aprovado na semana passada pelo Senado. Warsh assumirá o bastão de liderança do chair do Fed, Jerome Powell.

A Fox Business informou pela primeira vez o momento da cerimônia de posse, que será realizada na Casa Branca.

*Com informações de Estadão Conteúdo e Reuters

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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