Ibovespa cai com Vale (VALE3) e Super Quarta; 5 coisas para saber antes de investir hoje (29)
O Ibovespa (IBOV) tem um dia agitado pela frente à espera de decisões sobre juros no Brasil e nos EUA, além de uma bateria de dados domésticos.
O mercado também divide as atenções com balanços corporativos, como o do Santander (SANB11) e da Vale (VALE3), e a sabatina de Jorge Messias no Senado, indicado pelo governo para uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF).
Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava em queda de 0,60% aos 187.492,22 pontos.
O dólar à vista opera em alta ante o real, em linha com o desempenho da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda avançava a R$ 4,9940 (+0,23%). Já o DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, subia 0,10%, aos 98.742 pontos.
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5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta quarta-feira (29)
1 – Pesquisa eleitoral
Em São Paulo, o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) aparece à frente do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) nos 1° e 2° turnos da disputa pelo governo paulista, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira.
No Rio de Janeiro, o ex-prefeito Eduardo Paes (PSD) lidera com folga a disputa pelo governo do Estado, mostrou pesquisa Genial/Quaest, que colocou o atual presidente da Assembleia Legislativa do Estado, Douglas Ruas (PL), e o ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) em uma distante disputa pela segunda posição.
2 – IGP-M
O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) teve alta de 2,73% em abril, depois de ter subido 0,52% no mês anterior, acelerando mais do que o esperado diante dos efeitos da guerra no Oriente Médio, mostraram dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quarta-feira.
A expectativa em pesquisa da Reuters era de avanço de 2,53%, e com o resultado do mês o índice passou a acumular em 12 meses alta de 0,61%.
“Todos os índices registraram influências diretas do conflito geopolítico na região do Estreito de Ormuz, contribuindo, assim, para o avanço do IGP-M”, disse Matheus Dias, economista do FGV IBRE.
3 – De olho na Selic
Nesta quarta-feira, o mercado espera um novo corte na Selic de 0,25 ponto percentual, reduzindo a taxa básica de juros de 14,75% para 14,50% ao ano, pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central.
As opções do Copom negociadas na B3 precificavam 90,5% de probabilidade de corte de 25 pontos-base na próxima semana, contra 2,5% de chance de redução de 50 pontos-base, de acordo com a atualização mais recente, da última segunda-feira (27).
Essa decisão, excepcionalmente, será tomada pelo presidente da autarquia, Gabriel Galípolo, e os demais cinco diretores. O diretor de diretor de Administração, Rodrigo Teixeira, participará da decisão devido ao falecimento de um familiar em primeiro grau.
Além disso, há duas cadeiras vagas no BC: a diretoria de Política Monetária e de Organização do Sistema Financeiro e Resolução, com o fim do mandato de Diogo Guillen e Renato Dias de Brito Gomes em janeiro.
4 – Juros nos EUA
O Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) o Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA, deve manter os juros inalterados pela terceira vez consecutiva.
De acordo com a ferramenta FedWatch, do CME Group, o mercado precifica 100% de chance de manutenção dos juros na faixa de 3,50% a 3,75% desde a véspera.
O mercado espera alguma sinalização do Fomc sobre possível choque inflacionário da guerra no Oriente Médio, com a escalada dos preços do petróleo.
Essa também é a última decisão do Fed sob o comando de Jerome Powell. O mandato dele deve encerrar em 15 de maio, após oito anos na presidência do BC norte-ameicano.
Até agora o indicado por Trump ao cargo, Kevin Warsh, não foi sabatinado pelo Senado.
5 – Negociações entre EUA e Irã
Hoje, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu que o Irã “fique esperto logo” e assine um acordo.
Em uma postagem no Truth Social, Trump, que tem dito que o Irã pode ligar se quiser conversar e enfatizou repetidamente que Teerã não pode ter uma arma nuclear, afirmou que o país “não conseguiu se organizar”.
De acordo com o Wall Street Journal, autoridades dos EUA disseram que o presidente havia instruído seus assessores a se prepararem para um bloqueio prolongado dos portos do Irã, em uma tentativa de forçar Teerã a capitular.
As autoridades disseram que Trump optou por continuar a pressionar a economia e as exportações de petróleo do Irã com o bloqueio, já que suas outras opções – retomar os bombardeios ou abandonar o conflito – trazem mais riscos, segundo o WSJ.
Hoje, o petróleo segue em alta. Por volta de 10h (horário de Brasília), os contratos mais líquidos do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para julho tinham alta de 3,54%, a US$ 108,08 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
*Com informações de Reuters