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Ibovespa abre com ligeira alta após trégua entre EUA e Irã; 5 coisas para saber antes de investir hoje (29)

29 jun 2026, 10:12 - atualizado em 29 jun 2026, 10:43
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(Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

O Ibovespa (IBOV) inicia a semana com leva alta após a nova trégua no conflito entre Estados Unidos e Irã.

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Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava em alta de 0,16%, aos 173.569,11 pontos.



O dólar à vista opera em queda ante o real, seguindo o desempenho da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda recuava a R$ 5,1623 (-0,11%). Já o DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, operava com baixa de 0,11% aos 101.248 pontos.

5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta segunda-feira (29)

1 – Boletim Focus

Os economistas consultados pelo Banco Central (BC) no Boletim Focus interromperam as elevações na projeção para a inflação após 15 semanas consecutivas de alta. No levantamento de hoje, a mediana para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026 foi mantida em 5,33%.

Para 2027, porém, a rojeção para o IPCA subiu de 4,15% para 4,17%.

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O cenário para a política monetária também não mudou, com expectativas de que a Selic termine este ano a 14,0% e o próximo a 12,0%. Os especialistas consultados seguem vendo corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros em agosto, atualmente em 14,25%.

Para o Produto Interno Bruto (PIB), a estimativa de crescimento em 2026 subiu a 1,99%, de 1,98%, enquanto para 2027 caiu a 1,68%, de 1,70%.

2 – Governo Central

O governo central registrou um déficit primário de R$ 53,257 bilhões em maio, informou o Tesouro Nacional nesta segunda-feira, em linha com o esperado pelo mercado e pior do que o déficit de R$ 40,249 bilhões no mesmo mês de 2025.

Economistas consultados pela Reuters esperavam que o dado, que compreende as contas de Tesouro, Banco Central e Previdência Social, seria deficitário em R$ 53 bilhões no mês passado.

3 – Pesquisa BTG/Nexus

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Na quinta pesquisa BTG Pactual/Nexus para a eleição presidencial 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 47% e Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com 44% em um eventual segundo turno. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro cresceu 1 ponto porcentual ante os 43% último levantamento, divulgado em 15 de junho. Já o presidente recuou 2 pontos porcentuais em relação aos 49% da pesquisa anterior.

Com 3 pontos de diferença, ante 6 na pesquisa anterior, ambos voltam a empatar tecnicamente, já que a margem de erro é de 2 pontos porcentuais para cima ou para baixo. Neste cenário, nenhum/branco/nulo somariam 8% e 1% estaria indeciso ou não respondeu.

Entre última pesquisa e atual, a Polícia Federal realizou operação para investigar o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula no Senado. A operação apontou o suposto envolvimento do parlamentar com Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, do Banco Master.

Já a rejeição a Lula saiu de 47% para 49% do eleitorado brasileiro. Flávio Bolsonaro saiu de 52% para 51% de rejeição. O potencial de voto de Lula era de 52% e caiu em para 50% e o de Flávio Bolsonaro variou de 45% para 46%.

4 – Caged e payroll

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No Brasil, na terça-feira (30) tem a divulgação do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de maio, com expectativa de que o dado ainda aponte para um mercado de trabalho resiliente. Segundo a mediana da pesquisa Projeções Broadcast, o Caged deve apontar criação líquida de 120 mil vagas, após abertura de 85.888 postos formais em abril.

Já na quinta-feira (2), o mercado acompanha com atenção o relatório menslal de empregos, o payroll. A expectativa é de que o dado corrobore um cenário de mercado de trabalho robusto, mas com número abaixo da última leitura.

5 – Nova trégua no Oriente Médio

Após a troca de ataques entre Estados Unidos e Irã no final de semana, os dois países anunciaram uma nova trégua e retomada nas negociações diplomáticas, afirmou uma autoridade norte-americana no domingo (28).

“Está previsto que as negociações técnicas continuem em todas as áreas do memorando de entendimento. Ambos os lados vão se conter por enquanto e as embarcações poderão circular livremente”, disse a autoridade, referindo-se ao memorando de entendimento de 14 pontos acordado em 17 de junho, segundo o qual o estreito seria reaberto ao tráfego.

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Pela manhã, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que uma reunião com o Irã será realizada na terça-feira (30) em Doha, a capital do Catar, sem fornecer mais detalhes sobre o encontro. “O Irã solicitou uma reunião. Ela ocorrerá amanhã em Doha”, escreveu.

Por volta de 10h07 (horário de Brasília), os contratos mais líquidos do Brent, referência para o mercado internacional, para setembro subiam 0,88%, a US$ 73,24 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

Já os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para agosto avançavam 1,17%, a US$ 70,04 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, no mesmo horário.

*Com informações de Reuters

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.

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