Mercados

Ibovespa avança com corte na Selic; 5 coisas para saber antes de investir hoje (30)

30 abr 2026, 10:12 - atualizado em 30 abr 2026, 10:18
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(Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

O Ibovespa (IBOV) encerra o mês de abril em mais um dia agitado por decisões de política monetária e reação a balanços corporativos.

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O mercado também divide as atenções com dados do mercado de trabalho e atividade econômico do Brasil e dos EUA, além da rejeição inédita de um indicado do governo a uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF).

Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava em alta de 0,74% aos 187.122,47 pontos. No acumulado de abril, o Ibovespa recua 1,45%.



O dólar à vista opera em alta ante o real, na contramão do desempenho da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda avançava a R$ 4,9908(+0,17%). Já o DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, caía 0,49%, aos 98.474 pontos.

Day Trade:

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Radar do Mercado

5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta quinta-feira (30)

1 – Super Quarta: Selic em 14,50%

Ontem (29), o Comitê de Política Monetária (Copom) deu sequência ao ritmo de cortes na Selic, reduzindo a taxa básica de juros a 14,50% ao ano.

“O Copom decidiu reduzir a taxa básica de juros para 14,50% a.a. e entende que essa decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante”, diz o comunicado.

Os diretores mantiveram a menção ao conflito no Oriente Médio, afirmando que o cenário externo permanece incerto em meio à incertezas quanto a duração, extensão e desdobramentos do conflito.

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As projeções para inflação para 2026 e no horizonte relevante também tiveram ajustes para cima.

Nos Estados Unidos, o omitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve manteve os juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano pela terceira vez consecutiva como amplamente esperado pelo mercado.

A decisão não foi unânime: Stephen Miran votou em um corte de 0,25 ponto percentual. Contudo, o que chamou a atenção do mercado foi a dissidência de outros três membros: Beth Hammack, Neel Kashkari e Lorie Logan apoiaram a manutenção dos juros, mas sem sinalização de flexibilização monetária. Essa foi a maior dissidência desde 1992.

2 – Derrota histórica do governo no Senado

Também ontem, o plenário do Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias, advogado-geral da União (AGU), para ocupar uma cadeira de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

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Messias teve apenas 34 votos favoráveis, sete a menos do que os 41 mínimos necessários para sua aprovação. Ele recebeu 42 votos contrários, mais da metade dos 77 senadores que participaram dessa apreciação; houve uma abstenção. Essa é a primeira vez desde 1894 que os senadores rejeitam uma indicação do presidente da República ao STF.

A rejeição do indicado por Lula mostra a força do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que inicialmente preferia o colega Rodrigo Pacheco (PSB-MG) e articulou pessoalmente nos bastidores a derrubada de Messias. Alcolumbre, que busca se cacifar para seguir no comando do Senado em 2027, também faz um aceno ao bolsonarismo, com o senador e pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

3 – Mais dados macroeconômicos

No Brasil, a taxa de desemprego ficou em 6,1% nos três meses até março, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira, em linha com o esperado pelos analistas consultados pela Reuters. Essa é a taxa mais elevada desde os três meses encerrados em maio de 2025.

Já a dívida pública subiu mais do que o esperado em março.

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A dívida pública bruta do país como proporção do PIB fechou o mês em 80,1%, contra 79,2% no mês anterior. Já a dívida líquida do setor público foi a 66,8%, de 65,5%. As expectativas em pesquisa da Reuters eram de 79,6% para a dívida bruta e de 66,1% para a líquida.

Nos EUA, o crescimento econômico acelerou no primeiro trimestre. O Produto Interno Bruto (PIB) aumentou a uma taxa anualizada de 2,0% no último trimestre, informou o Escritório de Análises Econômicas do Departamento de Comércio.

Economistas consultados pela Reuters alta do PIB a uma taxa anualizada de 2,3%. As estimativas variavam de um ritmo de contração de 0,2% a uma taxa de crescimento de 3,9%.

4 – Juros na Europa

O Banco Central Europeu (BCE) manteve as taxas de juros inalteradas conforme esperado, mas sinalizou suas preocupações crescentes com o aumento da inflação, reforçando as apostas de que elevará as taxas várias vezes este ano, com um primeiro movimento em junho.

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“Os riscos de alta para a inflação e os riscos de baixa para o crescimento se intensificaram”, disse o BCE em um comunicado. “Quanto mais a guerra continuar e quanto mais os preços da energia permanecerem altos, mais forte será o provável impacto sobre a inflação mais ampla e a economia.”

Neste mês, a inflação anual saltou para 3% este mês, bem acima da meta de 2% do BCE.

Já na Inglaterra, o BC manteve a taxa de jurosem 3,75% e definiu cenários para o impacto econômico da guerra no Irã, um dos quais poderia exigir um aumento “vigoroso” nos custos dos empréstimos.

A decisão não foi unânime. O economista-chefe Huw Pill votou para um aumento para 4,0%.

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5 – Ameaça de ntervenção cambial no Japão

A Ministra das Finanças do Japão, Satsuki Katayama, disse nesta quinta-feira que o momento de tomar uma “ação decisiva” no mercado cambial está se aproximando, em seu sinal mais forte até agora de uma possível intervenção para sustentar o iene.

“Tenho mencionado a possibilidade de tomar medidas decisivas. Acredito que o momento de tomar uma ação decisiva está se aproximando”, disse Katayama a repórteres.

“Aconselho todos vocês, repórteres, a carregarem seus smartphones o tempo todo, inclusive durante os feriados”, acrescentou ela.

O iene disparou logo após a fala de Katayama, ganhando mais de um iene de cerca de 160,60 por dólar em uma hora. No início da noite em Tóquio, a moeda estava em 159,35.

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*Com informações de Reuters

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.

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