Mercados

Efeito Lula: Ibovespa derrete quase 17% e perde mais de 34 mil pontos após circuit breaker

26 out 2026, 10:52 - atualizado em 26 out 2026, 11:02
bolsa de valores ibovespa rali
‘Lula IV’, véspera do ano eleitoral e bons resultados corporativos podem ajudar bolsa local após ano negativo até aqui (Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

Depois de enfrentar o primeiro circuit breaker desde a pandemia, o Ibovespa (IBOV) abriu as negociações desta segunda-feira (26) com recuo de 16,88%, aos 170.461,17 pontos, em forte reação negativa à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O recuo é de mais de 34,2 mil pontos em relação ao fechamento anterior.

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“A reeleição de Lula exige uma reavaliação do prêmio de risco dos ativos brasileiros. Depois da forte valorização observada após o primeiro turno, o resultado representa uma surpresa negativa para o posicionamento predominante dos investidores, o que deve provocar ajustes expressivos nas carteiras”, avalia a Monte Bravo.

Às 10h03 (horário de Brasília), a B3 prorrogou o início dos negócios e acionou circuit breaker, que sinaliza uma derrocada de 10% e suspensão das atividades por 30 minutos. As negociações foram retomadas às 10h48 (horário de Brasília).

Agora, o próximo limite é a queda de 15%. Caso o IBOV atinja, os negócios serão suspensos por uma hora.

Com mais de 100% das urnas apuradas, o presidente teve 51,79% dos votos válidos ante 48,21% do adversário Flávio Bolsonaro (PL), uma diferença de mais de 4,3 milhões de votos.

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O resultado contrariou as pesquisas eleitorais e a disputa do primeiro turno, em que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro encerrou com vantagem de 2,2 milhões de votos sobre o petista. É também a primeira vez desde 1989 que um candidato que terminou em segundo lugar no primeiro turno consegue reverter o resultado e vencer o segundo turno.



Há também sinais de saída de fluxo estrangeiro. O iShares MSCI Brazil (EWZ), que é um fundo de índice (ETF, na sigla em inglês) negociado na Bolsa de Nova York (NYSE) que replica o desempenho do mercado acionário brasileiro — e que também opera influenciado por fatores externos –, chegou a cair mais de 30% pela manhã.

No mercado de câmbio, o dólar enfrenta forte volatilidade. Por volta de 10h50 (horário de Brasília), dólar à vista operava em forte alta ante o real, a R$ 5,5079 (+10,29%). Na máxima intradia, a moeda foi cotada a R$ 5,6049 (+12,25%).

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.

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