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‘Circuit breaker’ em ação: entenda como funciona o botão de pânico da bolsa, acionado nesta segunda-feira (26)

26 out 2026, 10:16 - atualizado em 26 out 2026, 11:01
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(Imagem: iStock/KanawatTH)

Às 10h03 desta segunda-feira (26), as negociações do Ibovespa (IBOV) foram suspensas devido ao acionamento do circuit breaker, mecanismo que interrompe as negociações com o objetivo de evitar uma forte derrocada da bolsa. Hoje, o mercado digere a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que derrotou Flávio Bolsonaro no segundo turno das eleições presidenciais.

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O “botão do pânico” é acionado quando o principal índice da bolsa brasileira registra queda de ou superior a 10%, o que causa uma interrupção nas negociações por 30 minutos.

Caso as perdas cheguem a 15% após as negociações voltarem, há suspensão por uma hora. Quando há queda de 20%, as negociações são suspensas por tempo indeterminado — a B3 pode, inclusive, encerrar o pregão de maneira antecipada.

Vale pontuar que essas regras se referem ao mercado à vista. No mercado futuro, a B3 ampliou, de forma excepcional nesta segunda-feira (26), de 10% para 15% o limite de queda do Ibovespa futuro e do mini-Ibovespa futuro.

Na retomada das negociações, o IBOV abriu com queda de 16,88%, aos 170.461,14 pontos.

Mercado reage à reeleição de Lula

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Com 100% das urnas apuradas, o presidente Lula teve 51,79% dos votos válidos ante 48,21% do adversário Flávio Bolsonaro (PL), uma diferença de mais de 4,3 milhões de votos.

O resultado contrariou as pesquisas eleitorais e a disputa do primeiro turno, em que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro encerrou com vantagem de 2,2 milhões de votos sobre o petista.

“A reeleição de Lula exige uma reavaliação do prêmio de risco dos ativos brasileiros. Depois da forte valorização observada após o primeiro turno, o resultado representa uma surpresa negativa para o posicionamento predominante dos investidores, o que deve provocar ajustes expressivos nas carteiras”, avalia a Monte Bravo.

No pré-mercado, o iShares MSCI Brazil (EWZ), que é um fundo de índice (ETF, na sigla em inglês) negociado na Bolsa de Nova York (NYSE) que replica o desempenho do mercado acionário brasileiro — e que também opera influenciado por fatores externos –, chegou a cair mais de 30%.

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas.
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