Destaques da Bolsa

MBRF (MBRF3) e Usiminas (USIM5) são os destaques da semana; veja o que movimentou o Ibovespa no fim de julho

01 ago 2026, 8:30
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(Imagem: Leung Cho Pan/Canva)

O Ibovespa (IBOV) encerrou a última semana de julho em forte valorização, com alívio na inflação e expectativa para a próxima decisão do Copom.

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O principal índice da bolsa brasileira acumulou valorização de 2,27% na semana e encerrou a última sessão aos 177.999,00 pontos. Em julho, o Ibovespa também teve saldo positivo, em 3,47%.

Já o dólar à vista terminou a R$ 5,0704, com queda de 0,21% no acumulado da semana. A moeda acumulou baixa de 1,79% no mês.

Por aqui, o mercado consolidou a aposta de corte de 25 pontos-base na taxa Selic pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central na decisão da próxima quarta-feira (5), após dados de inflação, mercado de trabalho e a decisão sobre juros nos Estados Unidos. Hoje, a Selic está em 14,25% ao ano.

Entre os dados, a taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,4% nos três meses até junho, segundo dados do IBGE, em linha com a previsão dos analistas consultados pela Reuters. Trata-se do menor patamar para o intervalo na série histórica iniciada em 2012.

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Para a economista Claudia Moreno, do C6 Bank, a mensagem que os dados da Pnad trazem segue a mesma dos últimos meses: o mercado de trabalho brasileiro continua aquecido, apesar de alguma moderação no crescimento da renda. 

Já a prévia de inflação de julho, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15), desacelerou de 0,41% em junho para 0,06% em julho. No acumulado em 12 meses, o índice arrefeceu de 4,80% antes para 4,52% neste mês, ainda ligeiramente acima do teto da meta inflacionária do Banco Central (BC).

Juros nos EUA

Na última quarta-feira (29), o Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Fed manteve os juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano pela quinta vez consecutiva.

Como também esperado, a decisão não foi unânime: Beth Hammack, Neel Kashkari e Lorie Logan votaram pela alta de 0,25 ponto percentual nos juros. Essa foi a primeira vez desde 2016 que três dos nove diretores do Fed discordaram da decisão unificada.

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Durante a coletiva de imprensa, o presidente do Fed, Kevin Warsh, afirmou que as divergências foram intencionais e bem-vindas. Ele destacou que queria uma “boa briga de família” dentro do Fomc e que os três votos dissidentes mostram que o Comitê está debatendo os temas de forma aberta e intensa.

Warsh também reafirmou o compromisso com a meta de inflação, de 2%, e indicou que o BC está reavaliando não apenas a política monetária, mas também sua estratégia de comunicação e o uso de seus instrumentos.

Para economistas e agentes do mercado, a ausência de sinalização mais clara na comunicação não reduziu as incertezas sobre a postura do Fed contra a inflação. Em reação, os rendimentos dos títulos do Tesouro de longo prazo saltaram: o yield de 10 anos atingiu as máximas de 2025 e o yield de 30 anos, voltou ao maior nível desde meados de 2007.

Sobe e desce do Ibovespa

As ações da MBRF (MBRF3) saltaram 18% no acumulado da semana, com a expectativa de alívio no custo da produção após a liberação da entrada de gado do México nos EUA.

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A reabertura da fronteira será em 24 de agosto por Douglas, no Arizona e posteriormente será estendida a unidade de entrada no Novo México.

Vale lembrar que a MBRF, controladora da National Beef, uma das maiores processadoras de carne bovina dos EA, é sensível a sobretaxa entre o preço do gado e o preço da carne processada. Logo, a companhia tende a se beneficiar da maior oferta de animais para confinamento e abate.

Confira as maiores altas do Ibovespa entre 27 e 31 de julho:

CÓDIGONOMEVARIAÇÃO SEMANAL
MBRF3MBRF ON18,19%
HAPV3Hapvida ON13,71%
TOTS3Totvs ON13,07%
COGN3Cogna ON9,62%
SANB11Santander Brasil units8,66%
ASAI3Assaí ON8,28%
MGLU3Magazine Luiza ON8,17%
CSAN3Cosan ON7,11%
BEEF3Minerva ON7,02%
RAIL3Rumo ON6,41%
Fonte: B3

Já a ponta negativa do Ibovespa foi liderada por Usiminas (USIM5), em reação ao balanço do segundo trimestre (2T26).

Na avaliação de analistas, o balanço mostrou uma recuperação consistente da operação de siderurgia, impulsionada por reajustes de preços e um mix de vendas mais favorável.

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Ainda assim, o mercado segue olhando para o segundo semestre, quando a companhia deve enfrentar custos mais elevados, uma mineração mais fraca e o desafio de continuar elevando os preços do aço para preservar as margens.

Veja as maiores quedas da semana:

CÓDIGONOMEVARIAÇÃO SEMANAL
USIM5Usiminas PNA-13,21%
CSNA3CSN ON-9,70%
TIMS3Tim ON-9,50%
VIVT3Telefônica Brasil ON-7,67%
CXSE3Caixa Seguridade ON-4,80%
BRAV3Brava Energia ON-4,07%
SBSP3Sabesp ON-2,40%
BRKM5Braskem PN-2,13%
SLCE3SLC Agrícola-1,91%
AURE3Auren ON-1,88%
Fonte: B3
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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.

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