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Ibovespa (IBOV) tem leve queda com exterior e avanço da isenção do IR no Congresso; 5 coisas para saber antes de investir hoje (2)

02 out 2025, 10:11 - atualizado em 17 nov 2025, 15:36
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(Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

O Ibovespa (IBOV) tenta retomar o tom positivo nesta quinta-feira (2) com a aprovação da proposta que prevê a isenção do Imposto de Renda para quem recebe salário de até R$ 5 mil por mês e a taxação dos ‘super-ricos’. A paralisação do governo dos Estados Unidos e a continuidade da queda do petróleo, porém, pressionam o índice.

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Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira tinha queda de 0,14%, aos 145.315,92 pontos. 



O dólar à vista opera em leve recuo ante o real, acompanhando o exterior. No mesmo horário, a moeda norte-americana caía a R$ 5,3267 (-0,04%).

Day Trade: 

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Radar do Mercado: 

5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta quinta-feira (2)

1- Isenção do Imposto de Renda

Na noite de ontem (1º), a Câmara dos Deputados aprovou o projeto que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil e concede desconto aos que recebem até R$ 7.350 mensais.

Os deputados mantiveram no texto da isenção, uma promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, as contrapartidas propostas pelo Executivo para compensar a renúncia fiscal, estimada em R$ 25,8 bilhões em 2026.

Como compensação, o texto prevê a taxação em até 10% daqueles que ganham acima de R$ 50 mil por mês.

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A proposta vai agora ao Senado Federal. A isenção precisa ser aprovada pelo Congresso até o final deste ano para começar a valer no ano que vem, quando haverá eleição presidencial e Lula deve buscar a reeleição.

O presidente comemorou a aprovação da proposta pelos deputados. “Essa é uma vitória compartilhada pelo Governo do Brasil, as deputadas e deputados e pelos movimentos sociais”, disse Lula no X. “Agradeço o presidente Hugo Motta, o relator Arthur Lira e cada um dos líderes que conduziram o processo de aprovação do projeto. Tenho certeza de que a proposta também contará com amplo apoio no Senado.”

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também comemorou a aprovação do projeto. “Acredito que foi um golaço”, afirmou o ministro a jornalistas em Brasília. “Eu não acredito que teremos problema nenhum no Senado.”

2- Proposta das bets em risco

A votação da Medida Provisória (MP) que eleva a taxação sobre aplicações financeiras e bets em comissão mista do Congresso foi adiada mais um vez e só deve ocorrer na próxima terça-feira (7), um dia antes do prazo limite para sua aprovação pelas duas Casas do Legislativo.

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Editada pelo presidente Lula em 11 de junho, a MP precisa ser votada pela comissão mista e pelas duas Casas do Congresso até próxima quarta-feira (8) ou perderá a validade.

A MP eleva a taxação sobre apostas esportivas online (bets), institui a tributação sobre ganhos com títulos atualmente isentos, altera o imposto de outras aplicações financeiras e prevê, ainda, algumas medidas de contenção de despesas. Foi editada na intenção de compensar a perda de arrecadação após o governo recuar de parte do aumento de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

3- Shutdown nos EUA

A máquina pública dos Estados Unidos (EUA) entrou oficialmente em shutdown (paralisação) ontem (1º) sem acordo entre os democratas e os republicanos sobre as contas públicas da maior economia do mundo.

Um das primeiras medidas adotadas pelo presidente norte-americano, Donald Trump, foi o congelamento de US$ 26 bilhões para Estados com tendência democrata, cumprindo a ameaça de usar a paralisação para atingir as prioridades democratas.

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Os programas congelados incluem US$ 18 bilhões para projetos de trânsito em Nova York, onde moram os dois principais democratas do Congresso, e US$ 8 bilhões para projetos de energia verde em 16 Estados administrados pelos democratas, incluindo Califórnia e Illinois.

O vice-presidente JD Vance, por sua vez, alertou que o governo pode ampliar a demissão de funcionários federais se a paralisação durar mais do que alguns dias.

A paralisação do governo, a 15ª desde 1981, suspendeu a pesquisa científica, a supervisão financeira, os esforços de limpeza ambiental e uma ampla gama de outras atividades.

A divulgação de dados econômicos também foi adiada, inclusive o relatório de emprego de setembro (o payroll) que estava previsto para amanhã (3).

4 – Novo presidente do Fed

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O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, disse que a primeira rodada de entrevistas para o cargo de presidente do Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano) será concluída na próxima semana e que ele apresentará ao presidente Donald Trump de três a cinco candidatos fortes.

Bessent também disse a que chegou à metade do processo de entrevistas com possíveis candidatos, em entrevista à CNBC na manhã desta quinta-feira (2).

O atual presidente do Fed, Jerome Powell, encerra o mandato em maio de 2026. A expectativa é de que o novo chair do BC seja anunciado entre o fim deste ano e início de 2026.

5- Acordo comercial EUA-UE

Os Estados Unidos estão até o momento respeitando o acordo comercial com a União Europeia (UE) em sua totalidade, incluindo a proteção de madeira, semicondutores e produtos farmacêuticos da UE contra tarifas mais altas, disse o comissário de comércio do bloco nesta quinta-feira (2).

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“Até o momento, tudo o que acordamos em nossa declaração conjunta foi respeitado e, é claro, haverá discussões sobre muitos outros setores no futuro”, disse o comissário Maros Sefcovic em uma conferência em Dublin, fazendo referência ao aço, vinhos, bebidas alcoólicas e cervejas em relação a futuras negociações.

“Acho que temos que estar prontos para, eu diria, um gerenciamento de relacionamento permanente.”

*Com informações de Reuters

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
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