Mercados

Ibovespa vira para alta e Wall Street modera quedas, enquanto dólar sobe a R$ 5,17; o que mexe com os mercados hoje (23)?

23 jun 2026, 12:01 - atualizado em 23 jun 2026, 12:18
ações
(Imagem: Freepik/ Montagem: Julia Shikota)

O Ibovespa (IBOV) virou e passou a operar em alta com o avanço de Petrobras (PETR4) e a melhora do setor de semicondutores em Wall Street.

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O principal índice da bolsa brasileira abriu em queda de mais de 1% nesta terça-feira (23) com o cenário ainda aberto na condução da política após ata do Comitê de Política Monetária (Copom) de junho. Mas, por volta de 11h53 (horário de Brasília), o Ibovespa subia 0,45%, aos 171.137,36 pontos, na máxima.

Entre os "pesos-pesado" do Ibovespa, Vale (VALE3) segue em terreno negativo, com queda de 2%, enquanto Itaú Unibanco (ITUB4) subia 0,5%. Além disso, a ação preferencial da Petrobras, PETR4, destoava da queda do petróleo tipo Brent e subia 0,10%.



A melhora do Ibovespa acompanha a redução das perdas do setor de semicondutores em Wall Street, embora as ações de tecnologia ainda recuem cerca de 2%.

Ontem, o segmento de semicondutores teve forte queda após a saída de John Jumper, cientista sênior de pesquisa da Alphabet e vencedor do Prêmio Nobel, para a startup de inteligência artificial Anthropic.

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Os índices de Wall Street operam sem direção única com a queda do setor de tecnologia ainda pesando no S&P 500 e Nasdaq. Por volta de 11h54 (horário de Brasília), o S&P 500 recuava 1,01%, aos 7.397,07 pontos; Dow Jones tinha alta de 0,05%, aos 51.737,34 pontos, e o Nasdaq tinha perda de 1,53%, aos 25.766,108 pontos.

No cenário geopolítico, o governo do Irã negou nesta terça-feira que tenha concordado com uma visita da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) a instalações nucleares atingidas por bombardeios dos Estados Unidos.

As falas vem na contramão das afirmações do vice-presidente americano, JD Vance, e do presidente norte-americano, Donald Trump, de que o Irã havia concordado que os inspetores da AIEA tivessem acesso às instalações nucleares do país.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmail Baghaei, afirmou que "nenhuma visita foi agendada" para inspeção dos locais atacados.

E o dólar?

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O dólar opera em alta ante as moedas globais, como euro e libra. Por volta de 11h40, o indicador DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, subia 0,35%, no nível de 101 pontos.

Já na comparação com o real, o dólar acompanha o movimento do DXY e subiu a R$ 5,17 com a expectativa de juros mais elevados nos Estados Unidos, com o mercado precificando altas a partir de setembro, pela ferramenta Fed Watch, do CME Group e a ata do Copom reforçou o cenário de inflação elevada, expectativas desancoradas e riscos fiscais.

No mesmo horário, o dólar operava a R$ 5,1769, com alta de 0,69%.



Petróleo em forte queda

A despeito das falas conflitantes das autoridades norte-americanas e iranianas, os preços do petróleo seguem em baixa com as notícias de que embarcações estão circulando pelo Estreito de Ormuz.

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Um número limitado de embarcações está sendo autorizado a passar pelo Estreito de Ormuz diariamente, em coordenação com a Marinha da Guarda Revolucionária do Irã, informou uma fonte militar iraniana à Fars nesta terça-feira.

Por volta de 11h56 (horário de Brasília), os contratos mais líquidos do Brent, referência para o mercado internacional, para setembro caíam 0,93%, a US$ 76,80 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

Já os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para agosto tinham recuo de 0,96%, a US$ 73,15 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, no mesmo horário.

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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