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Ibovespa pode alcançar os 250 mil pontos e dólar cair a R$ 4,50? Confira o que diz um bancão

28 ago 2026, 15:06
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(Imagem: Freepik/ Montagem: Julia Shikota)

O Morgan Stanley avalia que, em um cenário otimista, com a implementação de um ajuste fiscal que estabilize a dívida pública, o dólar à vista pode cair a R$ 4,50, a taxa do Depósito Interfinanceiro (DI) de longo prazo terá alívio para 12% e o Ibovespa (IBOV) pode saltar aos 250 mil pontos ao final de 2027.

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Este, no entanto, não é a estimativa oficial do banco, que trabalha com um cenário mais conservador, de dólar a R$ 5,25, bolsa em 215 mil pontos, enquanto o DI longo fica em 15% ao final de 2027.

“O cenário otimista está mais alinhado ao consenso, mas vemos um canal de expectativas mais rápido: um plano crível de vários anos poderia reduzir os prêmios de risco, fortalecer o real e abrir espaço para uma flexibilização monetária antes mesmo de uma melhora do resultado primário — um ‘choque de gradualismo‘, explica.

Na avaliação do banco, a eleição brasileira é um catalisador decisivo para a renda variável, visto que isso poderia abrir espaço para uma queda ou alta adicional do Ibovespa.

Fiscal no radar em 2027

As eleições de outubro apontam para ums disputa acirrada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com um segundo turno cada vez mais provável.

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Para o banco, Lula propõe uma continuidade ampla do atual arcabouço fiscal e um papel mais ativo do Estado, enquanto Flávio defende regras fiscais mais rígidas, redução da estrutura administrativa, privatizações e maior abertura comercial.

O Morgan Stanley acrescenta que a execução, contudo, dependerá não apenas da Presidência, mas também da composição do Congresso e do mapa dos governos estaduais.

“Em nossa visão, a principal distinção no período pós-eleição será, portanto, a credibilidade do regime fiscal de médio prazo do novo governo“, afirma o banco.

Na avaliação do Morgan Stanley, uma percepção de um programa de ajuste gradual que seja crível e politicamente viável poderia reduzir rapidamente as expectativas de inflação e os prêmios de risco fiscal, melhorar o trade-off da política monetária e iniciar um ciclo virtuoso de retroalimentação macrofinanceira, muito antes de o resultado primário apresentar uma melhora significativa.

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Por outro lado, o banco diz que a percepção de um sinal fiscal limitado poderia provocar uma deterioração não linear das expectativas, das condições financeiras e da dinâmica da dívida, mesmo que o próprio desvio fiscal no curto prazo permaneça limitado.

Cenário pessimista

Sem um ajuste fiscal crível, o banco considera que pode ser desencadeado um ciclo de prêmios de risco mais elevados, enfraquecimento do real, espaço limitado para cortes de juros pelo Banco Central (BC), atividade econômica mais fraca e deterioração da dinâmica da dívida.

Com isso, o dólar à vista poderia chegar a R$ 6, enquanto a taxa de Depósito Interfinanceiro (DI) de longo prazo, para 2027, alcançaria os 18%. Já o principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa (IBOV), desabaria aos 130 mil pontos.

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.

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