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Ibovespa pode saltar aos 250 mil pontos com Flávio Bolsonaro? Para o Morgan Stanley, tese ganha força

05 out 2026, 16:09
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(Imagem: Freepik/ Montagem: Julia Shikota)

A liderança de Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno das eleições presidenciais surpreendeu investidores e abriu espaço para uma forte reprecificação dos ativos domésticos, na avaliação do Morgan Stanley.

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Para o banco norte-americano, o resultado aumenta as expectativas de uma agenda mais favorável ao ajuste fiscal e pode desencadear um movimento de valorização da Bolsa, queda do dólar e fechamento dos juros.

Segundo os estrategistas do banco, a reação inicial dos mercados deve refletir uma queda relevante do prêmio de risco fiscal embutido nos ativos brasileiros.

“A reação inicial do mercado deve incorporar uma queda significativa do prêmio de risco fiscal, uma vez que os resultados de 4 de outubro são compatíveis com perspectivas muito mais fortes para a consolidação fiscal”, avaliam.

Na visão da instituição, o resultado do primeiro turno aproxima o país de seu cenário mais otimista.

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Nesse caso, o dólar poderia caminhar para R$ 4,50, enquanto os contratos de juros de longo prazo teriam espaço para forte valorização, desde que o vencedor apresente um plano fiscal considerado crível pelo mercado.

Ibovespa pode chegar a 250 mil pontos

É na renda variável, porém, que o Morgan Stanley enxerga o maior potencial de valorização.

Os estrategistas avaliam que o mercado brasileiro reúne características típicas de uma grande história de recuperação, marcada por baixo investimento, participação reduzida dos investidores em ações e desaceleração da economia.

“O mercado brasileiro tem muitas dificuldades e parece disposto a seguir um novo caminho. Esperamos que o mercado se aproxime de nossa projeção de 250 mil pontos para o Ibovespa no curto prazo, oferecendo potencial de cerca de 30% até o fim do ano, caso as probabilidades de uma mudança de política permaneçam intactas”, dizem.

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O banco destaca que, até o fechamento da última sexta-feira, o Ibovespa ainda precificava um cenário equilibrado entre os desfechos mais positivos e negativos para o país. O índice, em torno de 192 mil pontos, estava praticamente no meio do caminho entre o cenário pessimista de 130 mil pontos e o otimista de 250 mil pontos projetados pela casa para meados de 2027.

Financeiras aparecem como principais apostas

Para capturar um eventual cenário de mudança de política econômica, o Morgan Stanley recomenda uma cesta de ações mais sensíveis à queda dos juros e ao aumento dos investimentos.

“Entre as ações ligadas a uma mudança de política que marque uma transição estrutural do consumo para o investimento, favorecemos serviços financeiros de alta qualidade sensíveis aos juros, como Nubank, XP, BTG Pactual e B3”, afirmam os estrategistas.

Além das empresas financeiras, o banco também destaca nomes ligados ao ciclo de investimentos, estatais e companhias de consumo selecionadas.

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Para os estrategistas, o canal financeiro tende a reagir muito antes da economia real, o que pode acelerar o processo de valorização das ações brasileiras caso o mercado passe a acreditar em uma trajetória mais sólida para as contas públicas.

Congresso mais à direita reforça tese

Outro ponto destacado pelo Morgan Stanley é a composição mais favorável do Congresso Nacional após o primeiro turno.

O banco avalia que as eleições para governadores, Câmara e Senado resultaram em um mapa político mais inclinado ao centro e à direita, o que pode facilitar a implementação de medidas econômicas nos próximos anos.

“Os resultados das eleições para governadores apontam para um perfil mais de centro-direita, semelhante ao observado nas eleições para o Congresso, que resultaram em uma composição mais de centro-direita”, afirma.

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Apesar do otimismo, o Morgan Stanley ressalta que a materialização do cenário mais positivo dependerá da apresentação de um plano fiscal consistente após o segundo turno e da formação da coalizão política do próximo governo.

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.

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