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Ibovespa segue Wall St., intensifica queda e perde os 80.000 pontos

09 fev 2018, 16:21 - atualizado em 09 fev 2018, 16:21

Investing.com – Em novo dia de volatilidade nos mercados acionários de todo o mundo, o Ibovespa acelera as perdas na parte da tarde, passando a recuar 12% aos 79.850 pontos, perdendo o patamar dos 80 mil pontos. Esse nível era mantido desde 17 de janeiro e sua perda representa queda de 7% frente ao recorde histórico de 86.027 tocado no primeiro dia do mês.

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Os investidores seguem acompanhado os as bolsas americanas, que após um início positivo, inverteram a tendência e passam a cair com maior intensidade. Os agentes financeiros também repercutem o noticiário corporativo misto e estão cautelosos antes do fim de semana prolongado no Brasil em razão do Carnaval.

“Ninguém vai ficar muito exposto com o feriado do Carnaval… é provável até que ocorra uma diminuição na exposição pelos investidores”, afirmou um profissional da área de renda variável de uma corretora no Rio de Janeiro.

Não haverá negociação e liquidação na bolsa na segunda e terça-feira em razão do Carnaval, com as operações sendo retomadas na Quarta-feira de Cinzas às 13h.

Durante a madrugada, com os mercados asiáticos em operação, o Congresso dos EUA trabalhou para elevar o teto da dívida. Proposta foi aprovada no Senado. Com a Câmara também aprovando horas depois, mas não garantindo o fim da volatilidade. O impacto dos gastos públicos no déficit é um dos fatores do estresse.

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A aprovação do orçamentário nos EUA pode gerar uma elevação de gastos federais, que é estimada em US$ 300 bilhões para os próximos dois anos. Esse movimento, segundo Kathy Bostjancic (Oxford Economics) contribui para a alta volatilidade nas bolsas. Em entrevista ao Broadcast, ela explicou que com a maior perspectiva de renumeração dos títulos americanos, o valor Treasuries disparam com a demanda, o que leva a um menor apetite por ações.

Os títulos americanos de 10 anos, tiveram importante valorização e agora pagam 2,815%, com a taxa sendo ainda maior para os Treasuries de 30 anos, com rendimento de 3,131%.

Além disso, o forte aquecimento da economia dos EUA pode elevar a pressão inflacionar e obrigar o Federal Reserve a aumentar os juros. Como consequência, os investidores realizam lucros nas bolsas e colocam seus recursos nos títulos. O cenário contribui derrubar as bolsas, elevar a cotação do dólar e a pressionar as commodities.

Por Investing.com

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