Bolsa de Valores

Ibovespa tem espaço para subir mais de 27% e alcançar 260 mil pontos em 2027, projeta Safra

23 out 2026, 14:03
brasil-acoes-alta-small-caps-ibovespa títulos ibovespa bolsa small caps microcapsq-varejo-eleições
(Imagem: Freepik/ Montagem: Julia Shikota)

O Safra atualizou as projeções para o Ibovespa ao final de 2027 nesta sexta-feira (23). O banco vê espaço para o principal índice da B3 subir 27,4%, chegando aos 260 mil pontos no ano que vem.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em relatório divulgado nesta manhã, os analistas avaliam que, apesar dos desafios fiscais da economia brasileira, a desaceleração da atividade deve permitir cortes de juros adicionais.

Para o Safra, um cenário macroeconômico mais favorável, que implique ajustes fiscais mais profundos, juros em patamares mais sustentáveis e crescimento futuro mais sólido, deve favorecer o mercado acionário brasileiro.

Vale lembrar que o mercado já vem precificando a possibilidade de mudança de governo e, por consequência, uma política fiscal mais rigorosa. Como resultado, o Ibovespa registra alta de mais de 9% nos últimos 30 dias.

O peso da questão fiscal no Ibovespa

Ainda assim, o Safra ressalta que os múltiplos ainda permanecem abaixo dos patamares historicamente associados a períodos de menor percepção de risco. Isso porque a questão fiscal segue como a principal preocupação dos investidores, que ainda aguardam medidas concretas para uma melhora consistente dos fundamentos no próximo ano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“O ajuste fiscal é particularmente relevante porque o Brasil possui um dos maiores déficits nominais entre os países emergentes”, afirmou o banco em documento.

Caso as expectativas do mercado se concretizem, há espaço para queda da taxa Selic, que atualmente encontra-se a 13,75% ao ano. Os analistas destacam que juros mais baixos tendem a favorecer a migração de recursos da renda fixa para a renda variável.

“A redução da atratividade relativa da renda fixa pode estimular novamente investidores locais a elevar sua exposição à bolsa”, disseram.

Além disso, avaliam que um cenário fiscal mais equilibrado pode atrair novos fluxos estrangeiros. Atualmente, o peso do Brasil nos índices emergentes está em 4,8%, cerca de 20% abaixo da média dos últimos 10 anos e 35% abaixo do pico do período.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Repórter do Seu Dinheiro e jornalista formada pela Universidade de São Paulo (ECA-USP) com certificação em curso de Mercado Financeiro pela Ibmec. Possui experiência na cobertura de economia, política e internacional. Atualmente, cobre o mercado imobiliário e de FIIs.
Repórter do Seu Dinheiro e jornalista formada pela Universidade de São Paulo (ECA-USP) com certificação em curso de Mercado Financeiro pela Ibmec. Possui experiência na cobertura de economia, política e internacional. Atualmente, cobre o mercado imobiliário e de FIIs.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar