Economia

IGP-DI desacelera a 0,87% em maio, mas fica acima do esperado

09 jun 2026, 8:55 - atualizado em 09 jun 2026, 8:56
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(Imagem: Gadini/pixabay)

A alta do Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) desacelerou a 0,87% em maio, de 2,41% em abril, mas ficou acima do esperado, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta terça-feira (9).

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A expectativa em pesquisa da Reuters era de alta de 0,77% no mês. O resultado levou o índice a acumular em 12 meses avanço de 2,53%.

“A desaceleração significativa em relação a abril pode ser atribuída à agropecuária, que registrou queda nos preços e influenciou os resultados do IPA e do IPC”, disse Matheus Dias, economista do FGV IBRE.

No período, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-DI), que responde por 60% do indicador geral, teve alta de 0,95%, de 3,09% no mês anterior.

“No âmbito dos preços ao produtor, destacam-se as retrações nos preços do café (em grão), da cana-de-açúcar e do milho (em grão), o que contribuiu para uma alta menos intensa do índice”, disse Dias. “Vale ressaltar que os dois últimos produtos também impactaram os preços do álcool etílico anidro (etanol), cujas principais matérias-primas são o milho e a cana-de-açúcar.”

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Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) — que responde por 30% do IGP-DI — mostrou que a pressão aos consumidores diminuiu ao desacelerar a alta a 0,60% em maio, de 0,88% em abril.

“No varejo, a redução nos preços dos combustíveis também foi observada, com o etanol registrando queda de 6,9%”, destacou Dias.

O Índice Nacional de Custo de Construção (INCC), por sua vez, registrou desaceleração da alta a 0,88% em maio, de 1,0% antes.

O IGP-DI calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre o 1º e o último dia do mês de referência.

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A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
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