Inflação

IPCA-15: Inflação deve acelerar pressionada pela alta dos combustíveis e serviços

27 abr 2026, 16:34 - atualizado em 27 abr 2026, 16:34
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(Imagem: iStock/Dilok Klaisataporn)

O mercado recebe os dados prévios da inflação de abril nesta terça-feira (28), um dia antes do Comitê de Política Monetária (Copom) decidir o futuro da taxa básica de juros brasileira.

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A expectativa é de mais uma vez encarar dados mais altos, influenciados pelas consequências do conflito no Oriente Médio. De acordo com a mediana das projeções apuradas pelo Broadcast, o IPCA-15 terá uma alta de 0,98% em abril.

Na avaliação do BTG Pactual, o dado deve vir levemente abaixo do consenso, com alta de 0,96% no mês, mas sem alívio relevante na composição. O banco chama atenção para uma piora qualitativa do índice, mantendo o padrão observado nas últimas divulgações.

A leitura é de que a inflação seguirá pressionada, especialmente nos núcleos e nos serviços. A média móvel de três meses anualizada dos serviços subjacentes deve acelerar de 5,3% para 6,2%, enquanto a média dos núcleos também tende a subir para 5,0%, indicando uma disseminação mais ampla das pressões inflacionárias.

Entre os principais vetores, o BTG destaca a continuidade da alta dos alimentos no curto prazo, com impacto relevante de itens in natura e proteínas, além da pressão em energia e combustíveis – com destaque para a gasolina, que pode gerar efeitos secundários sobre outros preços da economia.

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Os bens industriais devem seguir pressionados, embora com algum alívio na margem, enquanto os serviços continuam sendo o principal ponto de atenção, sobretudo em itens ligados ao mercado de trabalho, como alimentação fora do domicílio.

Mesmo com a projeção central ligeiramente abaixo da mediana do mercado, o banco vê viés altista para o indicador, com possibilidade de o número se aproximar de 1%. O intervalo estimado vai de 0,90% a 1,04%.

Na comparação com março, a expectativa é de uma aceleração puxada principalmente pelos preços administrados, refletindo a forte alta da gasolina, enquanto os núcleos permanecem em patamar considerado desconfortável, um cenário que tende a reforçar a cautela do Banco Central às vésperas da decisão do Copom.

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Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
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