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Juros futuros têm alta com incertezas sobre acordo de paz no Oriente Médio

07 maio 2026, 18:16 - atualizado em 07 maio 2026, 18:16
Juros selic copom fed
(Imagens: iStock/Andrii Yalanskyi)

A curva de juros futuros encerrou as negociações desta quinta-feira (7) em leve alta com incertezas sobre as negociações de paz no Oriente Médio, depois de cair mais de 20 pontos-base nos vértices de curto prazo na sessão anterior.

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A taxa de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027, de curtíssimo prazo, subiu 6 pontos-base e fechou a 14,115% ante 14,055% do ajuste anterior.

Já a taxa de DI para janeiro de 2029, de médio prazo, encerrou as negociações em 13,635% ante 13,520% do fechamento anterior, avanço de 11 pontos-base.

A DI para janeiro de 2036, de longo prazo, terminou o dia a 13,835% ante 13,725% do fechamento da última quarta-feira (6), alta de 11 pontos-base.

Nos Estados Unidos, os rendimentos (yields) dos títulos do Tesouro norte-americano, os Treasuries, também registraram alta.

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O yield do Treasury de dois anos – mais sensível a política monetária – terminou a 3,913% ante 3,872% do ajuste anterior.

Já o retorno do título de dez anos – referência global para decisões de investimento – caiu a 4,386% ante 4,354% do fechamento anterior.

O que mexeu com os DIs hoje?

A expectativa de que Estados Unidos e o Irã estão próximos de um acordo sobre um memorando de uma página para encerrar o conflito no Oriente Médio continuaram no centro das atenções, mas as incertezas também voltaram à tona.

De acordo com o Wall Street Journal, a Arábia Saudita e o Kuwait suspenderam as restrições impostas ao uso de suas bases e espaço aéreo e permitiram o uso dos locais pelas tropas militares dos Estados Unidos, o que abre espaço para o governo Trump retomar a operação de escolta de embarcações comerciais no Estreito de Ormuz – chamada de “Projeto Liberdade”.

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Do outro lado, Irã criou uma agência para controlar o fluxo marítimo pelo Estreito de Ormuz, segundo a agência de notícias Associated Press.

Um operador de renda fixa ouvido pela Reuters afirmou que a notícia sobre a retomada do Projeto Freedom estressou os mercados, impulsionando as taxas dos DIs. O movimento ocorreu em sintonia com o avanço dos rendimentos dos Treasuries e a recuperação do petróleo.

No Brasil, os investidores também acompanham a reunião entre os presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, na Casa Branca. A reunião entre os mandatários durou cerca de 3 horas e terminou sem a tradicional sessão de perguntas no Salão Oval.

Na rede social Truth, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a reunião com o presidente Lula ‘correu muito bem’ e destacou que a conversa foi pautada por comércio e tarifas.

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Ainda na publicação, Trump afirmou que os representantes dos dois países têm novas reuniões agendadas para discutir ‘pontos-chave’ e considerou que novos encontros poderão ser agendados nos próximos meses, se necessário.

No final da tarde, Lula disse que “saiu muito satisfeito da reunião” e reafirmou que o Brasil não “abrirá mão da democria e da soberania”, em entrevista coletiva na Embaixada do Brasil em Washington.

*Com informações de Reuters

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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