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Log (LOGG3): Citi aumenta preço-alvo das ações, mas mantém recomendação neutra; entenda o porquê

15 jun 2026, 13:41 - atualizado em 15 jun 2026, 13:41
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Log (LOGG3): Citi aumenta preço-alvo das ações, mas mantém recomendação neutra; entenda o porquê (Foto: Flávya Pereira/Money Times)

O Citi elevou o preço-alvo para as ações da Log Commercial (LOGG3) de R$ 27,50 para R$ 33, o que implica um potencial de valorização (upside) de aproximadamente 22% em relação ao fechamento anterior (12).

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Apesar da revisão, o banco norte-americano manteve a recomendação neutra / alto risco para o papel, destacando, em relatório, que um cenário de Selic elevada por mais tempo continua sendo um obstáculo relevante para a trajetória de crescimento da companhia.



Segundo os analistas do Citi, a Log segue apresentando fundamentos sólidos, apoiados, principalmente, pelo crescimento estrutural do mercado de galpões logísticos no Brasil.

A casa, inclusive, apontou que a venda de 11 imóveis da companhia para a Itaú Asset Management, divulgada no início de maio, em uma operação de R$ 1,02 bilhão, reforça essa tese.

Na visão do banco, a reciclagem de ativos está se consolidando como um componente estrutural do modelo de negócios da empresa.

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De acordo com os analistas, isso é relevante porque a liquidez dos ativos logísticos brasileiros parece estar aumentando, já que os fundos imobiliários do setor são potenciais compradores institucionais, como HGLG11, BTLG11 e XPLG11, que possuem patrimônios líquidos de aproximadamente R$ 7,2 bilhões, R$ 5,5 bilhões e R$ 5,4 bilhões, respectivamente.

“Fontes apontam para um apetite ativo por aquisições por parte dos FIIs e uma crescente demanda por veículos de renda logística”, diz o relatório.

De acordo com o banco, as estimativas apresentadas pela própria Log indicam vendas de imóveis próximas de R$ 1,6 bilhão em 2026 e de R$ 2 bilhões em 2027. No mesmo intervalo, os investimentos (capex) projetados pela companhia somam R$ 960 milhões e R$ 1,4 bilhão, respectivamente.

E-commerce e ativos premium

O Citi destaca também que o Brasil possui apenas 16 metros quadrados (m2) de galpões Classe A (premium) para cada 100 habitantes, patamar inferior ao observado em mercados como México, Alemanha e Estados Unidos.

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Além disso, aponta o avanço do comércio eletrônico: segundo o relatório, a participação do e-commerce nas vendas do varejo brasileiro alcançou 9,9% em 2025, o que deve continuar impulsionando a demanda por centros de distribuição próximos aos principais centros consumidores.

Os analistas ainda ressaltam a queda da vacância logística nacional, que recuou de 12,8%, em 2020, para 6,6%, no primeiro trimestre deste ano (1T26).

Na avaliação do Citi, a combinação desse cenário — de oferta limitada de ativos modernos, crescimento do comércio eletrônico e baixa vacância — cria um ambiente favorável para a alta dos aluguéis e para novos projetos de desenvolvimento.

Atualmente, cabe lembrar, a Log administra 2,9 milhões de metros quadrados de área bruta locável (ABL) distribuídos em 56 imóveis. A projeção da empresa é alcançar 6,5 milhões de metros quadrados até 2030.

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Plataforma de serviços ganha relevância

Outro destaque citado no relatório é a expansão da unidade de serviços. Segundo o Citi, a Log vem ampliando receitas ligadas à administração e gestão de ativos, criando uma fonte de receita recorrente e menos dependente do desenvolvimento imobiliário.

De acordo com a companhia, a receita de serviços avançou 94% na comparação anual no primeiro trimestre de 2026 e já cobre mais de 60% das despesas administrativas. A meta é atingir cobertura integral desses custos até o fim de 2028.

O desafio continua sendo a Selic

Apesar dos avanços operacionais, o relatório afirma que o cenário de juros elevados segue limitando uma visão mais positiva para as ações.

“Embora estejamos elevando nosso preço-alvo, juntamente com projeções mais altas de vendas de imóveis, mantemos nossa classificação neutra/alto risco, visto que um ambiente de Selic alta por um período prolongado continua sendo um obstáculo claro para a trajetória de crescimento”, escreveram os analistas.

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Pelas estimativas do Citi, a Log negocia atualmente a cerca de 0,7 vez o valor patrimonial líquido (P/NAV) projetado para 2026.

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Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
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