Taxa Selic

Mais juros por mais tempo: Goldman eleva projeção da Selic e vê BC mais cauteloso

23 jun 2026, 12:06 - atualizado em 23 jun 2026, 12:06
Na avaliação do Goldman, o documento indica que o Comitê de Política Monetária (Copom) está disposto a conviver com uma inflação acima da meta no horizonte relevante da política monetária, privilegiando uma trajetória de juros mais gradual, com “cortes intercalados e pausas”. (Imagem: Rmcarvalho/ iStock)

O Goldman Sachs revisou sua trajetória para a taxa Selic e passou a ver o Banco Central brasileiro mais cauteloso no processo de flexibilização monetária.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Após a divulgação da ata do Copom da reunião de 17 de junho, o banco elevou sua estimativa para a Selic terminal ao fim de 2026 de 13,25% para 14,00%. A revisão vem na esteira da interpretação de que o BC deve interromper temporariamente o ciclo de cortes.

Na avaliação do Goldman, o documento indica que o Comitê de Política Monetária (Copom) está disposto a conviver com uma inflação acima da meta no horizonte relevante da política monetária, privilegiando uma trajetória de juros mais gradual, com “cortes intercalados e pausas”. Esse desenho, segundo o BC, ajudaria a suavizar oscilações na atividade econômica e a garantir a convergência da inflação apenas em 2028.

O banco também destaca uma mudança de sinal importante na comunicação do Copom: a percepção de que o balanço de riscos para a inflação passou a ser assimétrico para cima, ou seja, com maior probabilidade de pressões inflacionárias do que de alívio.

Outro ponto relevante é a leitura de que uma política monetária mais agressiva, capaz de trazer a inflação mais rapidamente para a meta, poderia gerar volatilidade excessiva em preços de ativos e na atividade econômica. Nesse equilíbrio, o Copom estaria mais inclinado a evitar choques mais fortes sobre o crescimento.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com isso, o Goldman passou a não esperar mais cortes na reunião de agosto e projeta que a retomada do ciclo de flexibilização só ocorra a partir do quarto trimestre de 2026.

A revisão reforça a leitura de um Banco Central mais tolerante com uma desinflação lenta, em troca de maior estabilidade da atividade econômica no curto prazo e juros mais altos por mais tempo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
Por dentro dos mercados

Receba gratuitamente as newsletters do Money Times

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar