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MBRF (MBRF3) dispara 7% nesta quarta (19), mas ação segue distante do alvo dos bancos; 2º semestre anima?

19 ago 2026, 15:33
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(Foto: Divulgação)

As ações da MBRF (MBRF3) avançavam 7,59%, em R$ 17,30 por volta de 14h17 desta quarta-feira (19).

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Apesar da alta, há pouco no noticiário da companhia que ajuda explicar o avanço do dia.

No começo da semana, a MBRF falou com o Broadcast Agro sobre o avanço do uso de colágeno em alimentos e bebidas e, na semana passada, a companhia viu o seu lucro líquido cair 19% em relação ao mesmo período do ano passado.

Em relatório semanal, os analistas Gustavo Troyano, Bruno Tomazetto e Ryu Matsuyama do Itaú BBA apontaram para uma visão construtiva para o segundo semestre de 2026, principalmente por três fatores:

  • manutenção de margens fortes na BRF;
  • recuperação gradual do negócio de carne bovina nos Estados Unidos e;
  • melhora relevante da geração de caixa.

Após a teleconferência do segundo trimestre, a administração apresentou a perspectiva mais positiva para os próximos trimestres. No negócio de Beef North America, a avaliação é de que o pior momento do ciclo pecuário ficou para trás.



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A expectativa é que as margens da operação de carne bovina nos EUA melhorem no segundo semestre em relação ao primeiro, com ajuda da racionalização da capacidade de abate promovida por concorrentes e a normalização gradual das importações de gado do México.

Embora o gado mexicano represente historicamente apenas cerca de 5% dos abates nos Estados Unidos, a expectativa da administração é que a reabertura da fronteira aumente gradualmente a disponibilidade de animais. A normalização dos volumes é esperada para o segundo trimestre de 2027, trazendo suporte adicional às margens.

Do lado da BRF, a mensagem também foi positiva. A companhia espera manter níveis saudáveis de rentabilidade, ajudando a compensar a recuperação ainda gradual do Beef North America.

Isso deixa o BBA mais confortável com a trajetória operacional da MBRF no restante do ano, sem depender de uma recuperação rápida da carne bovina americana.

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Outro destaque é a expectativa de forte melhora do fluxo de caixa livre (FCF) no segundo semestre.

Segundo o BBA, três movimentos devem contribuir: melhora do Ebitda, reversão do forte consumo de capital de giro registrado no primero semestre de 2026 conforme os estoques se normalizam e redução das necessidades de investimentos.

MBRF3 no 2T26: o que dizem os relatórios dos bancos?

Mesmo com esse maior otimismo, o Itaú BBA mantém preço-alvo de R$ 23 e recomendação neutra para a ação, um potencial de alta de 32,95% sobre os atuais R$ 17,30 do papel.

A única recomendação de compra dos analistas entre os frigoríficos fica para JBS (JBSS32), com preço-alvo de US$ 18 para as ações listadas na NYSE.

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Na semana passada, após o balanço do segundo trimestre, BTG Pactual, BB Investimentos e XP também mantiveram recomendação neutra para MBRF3, apesar de reconhecerem a resiliência operacional da companhia. Os preços-alvo são de R$ 26, R$ 26,20 e R$ 20,90, respectivamente.

Na ocasião, os analistas destacaram a força da BRF e sinais de que o pior do ciclo da carne bovina nos Estados Unidos pode ter ficado para trás, mas apontaram que a elevada alavancagem e a dificuldade de transformar o desempenho operacional em geração de caixa ainda limitam uma visão mais otimista sobre a ação.

No segundo trimestre de 2026, o fluxo de caixa livre foi negativo em R$ 864 milhões, enquanto a dívida líquida, pela métrica divulgada pela companhia, chegou a R$ 45 bilhões, com alavancagem de 3,41 vezes.

Para a XP, apesar dos riscos de alta para as estimativas de BRF e National Beef, o trimestre ainda não representou um divisor de águas para a tese de investimento.

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Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por mais de três anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, integrou a lista dos 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio e, em 2026, alcançou o Top 50 da premiação.
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