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Minerva (BEEF3): Bank of America corta preço-alvo por causa deste indicador da empresa; veja qual

13 ago 2026, 13:09
minerva-beef3
(Foto: Minerva Foods)

O Bank of America (BofA) reduziu o preço-alvo para as ações da Minerva Foods (BEEF3) de R$ 6 para R$ 5,50 e manteve a recomendação neutra após os resultados do segundo trimestre de 2026 (2T26).

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Segundo o banco, a geração de caixa mais limitada no curto prazo justifica o corte.

Em relatório divulgado nesta quarta-feira (12), as analistas Isabella Simonato e Julia Zaniolo afirmam que os resultados operacionais da Minerva ficaram ligeiramente acima das estimativas do BofA, mas recuaram na comparação anual.

A receita líquida ficou 2,8% abaixo da projeção do banco, embora tenha crescido 1,3% em relação ao 2T25, pressionada pelos menores volumes. No Brasil, os preços ficaram 4,3% acima da estimativa do BofA e avançaram 5,3% na comparação anual, apoiados pelas exportações para a China.

Por outro lado, preços mais fracos na Argentina e na Austrália fizeram com que a média internacional consolidada ficassem 3,9% abaixo da projeção do banco e recuassem 8,7% em relação ao trimestre anterior.

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A inflação de dois dígitos nos custos do gado em todas as regiões pressionou a margem bruta para 16,6%, queda de 50 pontos-base no trimestre e de 100 pontos-base em um ano. O movimento foi parcialmente compensado por uma melhor diluição das despesas operacionais.

O Ebitda ajustado somou R$ 1,2 bilhão, 3,6% acima da estimativa do BofA, mas 5,5% abaixo do 2T25. A margem Ebitda ficou 50 pontos-base acima da projeção do banco, embora tenha recuado 70 pontos-base na comparação anual.

Já o lucro líquido de R$ 190 milhões superou com folga a estimativa de R$ 76 milhões do BofA, beneficiado por resultados melhores que o esperado com derivativos.

Fluxo de caixa

Apesar do desempenho operacional, a geração de caixa chamou a atenção negativa dos analistas.

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A Minerva registrou queima de R$ 611 milhões em fluxo de caixa livre no 2T26, principalmente devido ao consumo de R$ 1,1 bilhão em capital de giro.

Os recebíveis aumentaram para 42 dias de receita, ante 41 dias no trimestre anterior, enquanto os adiantamentos de clientes caíram quatro dias, para 37 dias do custo dos produtos vendidos.

Para o BofA, o movimento pode refletir parcialmente o mix regional e de clientes. Maiores vendas para a China no fim do trimestre provavelmente elevaram os recebíveis, enquanto uma maior exposição aos Estados Unidos pode ter reduzido os adiantamentos de clientes.

Embora parte da saída de caixa deva ser revertida no segundo semestre, o banco vê risco crescente para a projeção da Minerva de consumir entre R$ 300 milhões e R$ 400 milhões em capital de giro em 2026.

Estimativas

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Após os resultados do 2T26, o BofA estima Ebitda ajustado de R$ 4,78 bilhões em 2026 e R$ 4,83 bilhões em 2027, com lucro por ação de R$ 0,45 e R$ 0,56, respectivamente.

As estimativas anteriores eram de R$ 0,48 e R$ 0,95 para o lucro por ação. O corte para 2027 é atribuído pelo banco a juros mais elevados.

Segundo os analistas, o terceiro trimestre pode ser particularmente desafiador para a Minerva em termos de margem e fluxo de caixa, diante do esgotamento da cota de importação de carne bovina da China para o Brasil e dos preços ainda elevados do gado no Brasil e na maior parte da América do Sul.

“O potencial de valorização é equilibrado por um momento pouco atrativo”, avaliam as analistas.

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Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por mais de três anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, integrou a lista dos 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio e, em 2026, alcançou o Top 50 da premiação.
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Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por mais de três anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, integrou a lista dos 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio e, em 2026, alcançou o Top 50 da premiação.
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