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Morgan Stanley vê oportunidade após correção do petróleo, eleva Prio (PRIO3) e mantém Petrobras (PETR4) favorita

07 jul 2026, 17:40 - atualizado em 07 jul 2026, 17:40
Prio PRIO3
(Imagem: Divulgação/Prio)

O Morgan Stanley elevou a recomendação da Prio (PRIO3) para overweight (equivalente à compra) e manteve a Petrobras (PETR4) entre suas principais apostas para o setor de petróleo na América Latina. Para o banco, a correção recente das ações abriu uma oportunidade de entrada em empresas com fundamentos sólidos, mesmo após a revisão para baixo das projeções para o preço do petróleo.

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Em relatório divulgado nesta terça-feira (7), o Morgan Stanley atualizou sua curva de preços do Brent para refletir as novas estimativas de seus estrategistas de commodities. O banco passou a trabalhar com um preço de US$ 75 por barril no curto prazo e de US$ 70 no longo prazo. Com isso, reduziu, em média, suas estimativas de Ebitda das empresas cobertas em 8% para 2026 e em 10% para 2027.

Apesar da revisão, os analistas afirmam que o mercado passou a precificar um cenário excessivamente pessimista para as petroleiras latino-americanas. Segundo o banco, as ações negociam como se o Brent de longo prazo estivesse entre US$ 58 e US$ 65 por barril, abaixo da estimativa de US$ 70 adotada pelo Morgan Stanley.

A instituição destaca que o Brent acumula uma queda de cerca de 40% em relação ao pico recente, enquanto as ações das petroleiras latino-americanas recuaram aproximadamente 20%. Na avaliação do banco, esse movimento abriu uma oportunidade para investidores aumentarem exposição ao setor, principalmente se a volatilidade da commodity diminuir.

Prio volta a ser compra

A principal mudança do relatório foi a elevação da recomendação da Prio para overweight, após a recente desvalorização das ações melhorar a relação entre risco e retorno.

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Segundo o Morgan Stanley, embora a companhia ainda precise mostrar maior consistência na execução operacional, o avanço do desenvolvimento do campo de Wahoo — com quatro poços entrando em produção dentro do cronograma previsto pela empresa — representa um importante marco para a tese de investimento.

Além disso, os analistas veem como catalisador a expectativa de anúncio e implementação de uma política formal de dividendos no segundo semestre de 2026.

O banco calcula um potencial de valorização de 35% para as ações em relação ao novo preço-alvo e afirma que o papel voltou a oferecer uma relação risco-retorno atrativa.

Petrobras permanece entre as preferidas

O Morgan Stanley manteve a Petrobras como uma de suas principais recomendações porque considera que o mercado embute um cenário excessivamente conservador para a estatal. Segundo o banco, as ações precificam um Brent de cerca de US$ 60 por barril.

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Os analistas também destacam a execução operacional da companhia e projetam que a produção alcance cerca de 2,7 milhões de barris de óleo equivalente por dia, acima do teto da faixa indicada pela administração.

Além disso, o banco estima rendimento de fluxo de caixa livre de 14,5% em 2026 e de 15,2% em 2027, o que sustentaria dividend yields de 12% e 13,3%, respectivamente. Na avaliação do Morgan Stanley, a Petrobras consegue gerar valor aos acionistas mesmo sem depender de preços elevados do petróleo.

Revisão do petróleo reduz estimativas

A revisão das estimativas reflete uma visão mais cautelosa para o mercado global de petróleo.

Os estrategistas de commodities do Morgan Stanley afirmam que a reabertura mais rápida do que o esperado do Estreito de Ormuz, combinada ao aumento das exportações dos Estados Unidos e à demanda mais fraca da China, deve levar o mercado a um cenário de excesso de oferta.

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Na avaliação do banco, caso o fluxo pelo estreito supere entre 11 milhões e 12 milhões de barris por dia em 2027, os estoques globais poderão crescer cerca de 3 milhões de barris por dia, pressionando os preços da commodity.

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Editor
Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com MBA em finanças. Colaborou com revista Veja, Estadão, entre outros.
Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com MBA em finanças. Colaborou com revista Veja, Estadão, entre outros.
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