Ibovespa

O mercado virou a chave? Quase metade dos gestores projeta Ibovespa acima dos 200 mil pontos, diz BofA

15 set 2026, 12:05
mercado mercados wall street ibovespa ibov bolsas morning
Diagramas coloridos do mercado de ações e dados do mercado de ações com linhas e dinâmica (Imagem: ismagilov)

O sentimento dos gestores de fundos para o mercado brasileiro melhorou de forma significativa em setembro, segundo pesquisa do Bank of America (BofA). Quase metade dos participantes (46%) já projeta o Ibovespa (IBOV) acima dos 200 mil pontos até o final de 2026.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

De acordo com o levantamento, a maioria dos entrevistados (73%) esperam o Ibovespa em 180 mil pontos ou mais até dezembro, um salto em relação aos 34% registrados na pesquisa anterior.

Apesar da melhora nas perspectivas para a renda variável brasileira, a proximidade das eleições ainda mantém os investidores cautelosos, segundo o BofA.

Apenas 30% afirmaram que aumentariam sua exposição a ações nos níveis atuais antes da definição do cenário eleitoral. A maior parte prefere aguardar uma correção dos preços ou esperar maior clareza política antes de elevar as posições.

A pesquisa também mostra um aumento do apetite por risco na América Latina. Dois terços dos gestores pretendem ampliar a alocação em ações nos próximos seis meses, o maior percentual desde junho de 2025.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Já os níveis de caixa permaneceram estáveis em 6%, ainda acima da média histórica de 5,5%, indicando que parte dos investidores continua mantendo uma postura defensiva.

Financeiro e utilities lideram preferência

Entre os setores da Bolsa brasileira, os gestores seguem demonstrando maior confiança em financeiras e empresas de serviços públicos (utilities), que permanecem como as principais apostas da pesquisa.

Na outra ponta, os segmentos de consumo discricionário e bens de consumo básico continuam entre os menos atrativos para os investidores, refletindo preocupações com o ritmo da atividade econômica e os impactos dos juros sobre o consumo.

O levantamento aponta ainda uma preferência pelo mercado brasileiro em relação ao mexicano, reforçando a visão positiva para os ativos locais.

Selic pode cair mais

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As expectativas para a política monetária também ajudam a sustentar o otimismo.

Segundo a pesquisa do BofA, 83% dos participantes esperam pelo menos mais um corte da Selic neste ano, o que levaria o juro básico para 13,75% ao ano, enquanto mais da metade acredita que o Banco Central (BC) promoverá dois ou mais cortes adicionais.

Para os gestores, inflação, cenário fiscal e ambiente político serão os principais fatores capazes de determinar a intensidade do ciclo de afrouxamento monetário.

Contudo, no cenário internacional, o principal risco apontado pelos entrevistados para os mercados latino-americanos continua sendo a manutenção de taxas de juros elevadas nos Estados Unidos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar