Mercados

Resultado das eleições pode definir as ações ‘vencedoras’ da Bolsa; veja as apostas do Citi

15 set 2026, 11:07
Fiscal
Falta de endereçamento do problema fiscal pode levar o dólar acima dos R$ 7 e derrubar o Ibovespa abaixo dos 107 mil pontos, segundo analistas da Empiricus e do BTG Pactual 

À medida que as eleições presidenciais brasileiras se aproximam e o cenário político se torna mais competitivo, os investidores começam a reposicionar suas carteiras para diferentes resultados possíveis.

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A avaliação mais recente do Citi indica que o mercado já não enxerga um favoritismo tão claro quanto anteriormente, levando a uma estratégia mais equilibrada entre ativos defensivos e empresas que podem capturar ganhos em um ambiente de juros mais baixos.

De acordo com o banco, o resultado eleitoral poderá influenciar significativamente a “composição vencedora” da Bolsa brasileira.

Em um cenário de continuidade do governo, a preferência tende a recair sobre empresas resilientes e setores beneficiados por políticas públicas, especialmente aqueles ligados à habitação popular, ligada a programas como o Minha Casa, Minha Vida, e ao consumo doméstico.

Já em uma eventual mudança de governo, o mercado pode antecipar uma trajetória fiscal mais favorável e juros de longo prazo menores, criando oportunidades para empresas mais sensíveis às condições financeiras.

Oportunidade com o trade de IA?

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Além disso, o Citi considera o Brasil como um “trade anti-inteligência artificial”.

Em um momento em que os mercados globais têm sido impulsionados por gigantes de tecnologia e empresas diretamente ligadas à inteligência artificial, a bolsa brasileira apresenta uma estrutura bastante diferente. Isso porque o Ibovespa (IBOV) continua fortemente concentrado em bancos, petróleo, mineração, energia e consumo tradicional.

Na avaliação do Citi, essa composição faz com que o mercado brasileiro ofereça uma alternativa de diversificação para investidores internacionais.

Enquanto boa parte dos fluxos globais se concentra em empresas cujas avaliações dependem das expectativas futuras em torno da IA, o Brasil continua sendo um mercado orientado por ativos reais, geração de caixa e ciclos de commodities.

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Nesse contexto, ações de empresas como Vale (VALE3), Petrobras (PETR4) e grandes instituições financeiras podem funcionar como uma espécie de contrapeso em portfólios globais altamente expostos à tecnologia.

Carteira MVP

Em desempenho, a carteira MVP do Citi ficou atrás do Ibovespa nos principais recortes analisados. Nos últimos 30 dias, a seleção avançou 8,6%, enquanto o índice de referência da Bolsa brasileira acumulou alta de 11,1%. No ano, o ganho da carteira é de 7,4%, ante valorização de 15,2% do Ibovespa.

Desde a criação da estratégia, a carteira registra retorno acumulado de 51,7%, abaixo dos 61,7% do principal índice acionário brasileiro.

A carteira MVP reúne entre 10 e 15 ações e busca superar o desempenho do Ibovespa ao longo do tempo por meio de uma seleção baseada principalmente nos fundamentos de cada empresa, sem deixar de considerar fatores macroeconômicos e de mercado, afirma o head de equity research do Citi para América Latina, André Mazini. Os ativos recebem pesos de 5%, 10% ou 15%.

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Na atualização mais recente, o Citi promoveu uma ampla reformulação do portfólio. Saíram Smart Fit (SMFT3), Itaú (ITUB4), Bradsaúde (SAUD3), Motiva (MOTV3), Eneva (ENEV3) e Cury (CURY3).

Em contrapartida, entraram XP (XPBR31), BTG Pactual (BPAC11), Hypera (HYPE3), EcoRodovias (ECOR3) e Sabesp (SBSP3).

A nova carteira conta com XP, BTG Pactual, Prio (PRIO3), Rede D’Or (RDOR3), Hypera e Ecorodovias, todas com peso de 5%.

Multiplan (MULT), Embraer (EMBJ3), Vale, Petrobras, Azzas 2154 (AZZA3), Sabesp e Vivara (VIVA3) receberam participação de 10% cada. A principal mudança de alocação foi o aumento da fatia da Vivara, que passou de 5% para 10% da carteira.

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.

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