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O que está mexendo com os mercados? Veja as principais notícias desta tarde

09 fev 2021, 12:55 - atualizado em 09 fev 2021, 12:55
Mercados Ações
Veja os destaques desta terça-feira (Imagem: Reuters/Regis Duvignau)

1. Ibovespa recua com exterior e preocupações fiscais; Sabesp dispara

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Ibovespa recuava nesta terça-feira, com CVC Brasil entre as maiores quedas após renúncia de membros do conselho de administração, entre eles o presidente, enquanto Sabesp disparava após proposta sobre revisão tarifária.

Às 11:58, o Ibovespa caía 0,39%, a 119.230,05 pontos. O volume financeiro era de 8,7 bilhões de reais.

O viés de baixa nos mercados acionários no exterior corroborava o sinal negativo no pregão brasileiro, onde os negócios também são influenciados por ruídos políticos, em particular os potenciais efeitos nas contas públicas.

A Ágora Investimentos afirmou que as atenções estão voltadas para as discussões sobre uma nova rodada de auxílio emergencial, que podem pressionar a trajetória fiscal do país.

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Em meio à repetida pressão dos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado a favor do pagamento de um novo auxílio aos vulneráveis, o presidente Jair Bolsonaro confirmou na segunda-feira que a questão está em estudo.

Segundo afirmou uma fonte do governo à Reuters, o que está sendo avaliado no momento é um benefício de 200 reais a ser pago durante três meses a cerca de 30 milhões de vulneráveis que não estão incluídos no programa Bolsa Família.

De acordo com análise técnica da equipe do Safra, o Ibovespa segue indefinido no curto prazo e encontrando dificuldades para superar a resistência em 120.300 pontos.

“Se conseguir superá-la, o índice entrará em tendência de alta no curto prazo e poderá subir em direção a 122.600 e 125.400 pontos. Do lado da baixa, o índice encontra o forte suporte em 114.700 pontos”, citou em relatório a clientes.

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2. Tarifas de energia podem subir 13% em 2021 se nada for feito, diz diretor da Aneel

As tarifas de energia do Brasil têm sido pressionadas por questões como o amplo uso de usinas térmicas caras, e a tendência é que tenham um salto neste ano se não forem tomadas medidas de alívio, disse nesta terça-feira o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), André Pepitone.

“Nossas áreas técnicas já fazem estimativas de que, se nada for feito, o reajuste 2021, média Brasil, está na casa dos 13%. Por isso temos que buscar alternativas”, afirmou ele, durante reunião semanal de diretoria da agência reguladora.

Ele citou o diferimento de alguns pagamentos a empresas de transmissão de energia como possível forma de aliviar reajustes neste ano.

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A Aneel também tem avaliado como distribuidoras de energia devem fazer a devolução a consumidores de bilhões de reais pagos a mais em PIS e Cofins na conta de luz nos últimos anos, após a Justiça ter entendido que as cobranças eram irregulares.

A agência deve abrir ainda nesta terça-feira uma consulta pública sobre como tratar esses créditos tributários, que poderiam aliviar reajustes tarifários.

3. Biden vai caminhar, não correr, com acordos comerciais em meio a tensões EUA-China

As relações entre os Estados Unidos e a China permanecerão tensas uma vez que o presidente norte-americano, Joe Biden, não deve se apressar para fechar novos acordos ou reduzir tarifas sobre a China, mesmo que esteja disposto a se dedicar ao comércio multilateral, disseram economistas e estrategistas.

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Depois da postura de “América Primeiro” do ex-presidente Donald Trump, o governo Biden assumiu a política de “Compre a América” para fornecimento federal.

Isso significa continuidade das tensões, disse Rashmi Banga, economista sênior da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento, ao Reuters Global Market Forum.

Ela previu que os Estados Unidos não mudarão suas políticas na rivalidade tecnológica em curso com a China, que tem um grande peso global na tecnologia digital e em serviços.

Dado o seu papel fundamental na guerra tecnológica sino-americana, Alastair Newton, cofundador e diretor da Alavan Business Advisory, descreveu Taiwan como “o ponto de ignição mais perigoso do mundo”.

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4. Necessidade de vacinas para novas variantes da Covid não está clara, diz pesquisador de Oxford

Não está claro se o mundo precisa de novas vacinas para combater variantes diferentes do novo coronavírus, mas cientistas estão trabalhando nelas, por isso não existe motivo para alarme, disse o chefe do Grupo de Vacinas de Oxford nesta terça-feira.

África do Sul suspendeu a aplicação planejada de vacinas da AstraZeneca depois que dados mostraram que ela oferece uma proteção mínima contra infecções brandas causadas pela variante dominante no país em jovens, provocando temores de uma batalha muito mais longa contra o patógeno.

A AstraZeneca e a Universidade de Oxford almejam produzir uma nova geração de vacinas que protegerão contra novas variantes antes do inverno no hemisfério norte, que começa no fim de setembro, disse o chefe de pesquisas da AstraZeneca neste mês.

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“Certamente há dúvidas sobre variantes que abordaremos. E uma delas é esta: precisamos de novas vacinas?”, disse Andrew Pollard, pesquisador-chefe do teste de vacina de Oxford, à rádio BBC.

“Acho que ainda não está claro no momento, mas todos os desenvolvedores estão preparando novas vacinas para que, se precisarmos mesmo delas, as tenhamos disponíveis para poder proteger as pessoas”.

As vacinas são vistas como o caminho mais rápido para sair da crise da Covid-19, que já matou 2,33 milhões de pessoas no mundo e virou do avesso a vida cotidiana de bilhões.

Pesquisadores da Universidade de Witwatersrand e da Universidade de Oxford disseram, em uma análise ainda não revista pela comunidade científica, que a vacina da AstraZeneca só proporcionou uma proteção mínima contra infecções amenas ou moderadas da variante sul-africana entre jovens.

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Não foi possível analisar a proteção contra doenças de moderadas a graves, hospitalizações ou mortes no estudo com cerca de 2 mil voluntários com idade média de 31 anos porque a população-alvo corre risco muito baixo, disseram os pesquisadores.

5. Doze locais tiveram queda na produção industrial em 2020, diz IBGE

A produção industrial fechou o ano de 2020 com queda em 12 dos 15 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de acordo com dados divulgados hoje (9). Os principais recuos foram registrados no Espírito Santo (-13,9%), Ceará (-6,1%) e São Paulo (-5,7%).

Na média nacional, segundo dados do instituto divulgados na semana passada, a indústria teve queda de 4,5%.

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Outros locais que tiveram redução da produção acima da média nacional foram Amazonas (-5,5%), Rio Grande do Sul (-5,4%), Bahia (-5,3%) e Mato Grosso (-5,2%).

Também recuaram no ano passado, porém abaixo da média nacional, os seguintes locais: Santa Catarina (-4,4%), Minas Gerais (-3,2%), Região Nordeste (-3%), Paraná (-2,6%) e Pará (-0,1%).

Três estados fecharam o ano com resultado positivo: Pernambuco (3,7%), Rio de Janeiro (0,2%) e Goiás (0,1%).

Na comparação de dezembro de 2020 com o mês anterior, houve alta em 11 dos 15 locais pesquisados, com destaque para Espírito Santo (5,4%) e Ceará (4,7%).

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Quatro locais tiveram queda, sendo as maiores delas observadas na Bahia (-4%) e no Amazonas (-3,7%).

Na comparação anual, de dezembro do ano passado com dezembro de 2019, 13 dos 15 locais tiveram aumento na produção. Os destaques foram Rio Grande do Sul (19,7%), Paraná (18,9%), Santa Catarina (18,7%) e Minas Gerais (18,4%). Dois locais tiveram queda: Rio de Janeiro (-3,9%) e Goiás (-3,5%).

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