Mercados

Ibovespa cede à pressão externa e cai aos 191 mil pontos; dólar sobe a R$ 5

23 abr 2026, 17:28 - atualizado em 23 abr 2026, 17:35
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(Imagem: iStock/KanawatTH)

O Ibovespa (IBOV) tentou recuperar as perdas da véspera, mas foi novamente pressionado pela aversão ao risco externa com os investidores atentos aos desdobramentos das negociações entre Estados Unidos e Irã.

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Nesta quinta-feira (23), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com queda de 0,78%, aos 191.378,43 pontos.

Já o dólar à vista (USDBRL) encerrou as negociações a R$ 5,0036, com alta de 0,60.

Altas e quedas do Ibovespa

Pelo segundo pregão consecutivo, os pesos-pesados puxaram o Ibovespa para o tom negativo.

Os bancos foram, mais uma vez, os destaques entre as perdas. O Índice Financeiro (IFNC) encerrou o pregão com queda de 1,41%. O Itaú Unibanco (ITUB4), terceiro papel com maior peso na carteira do Ibovespa, caiu 1,89%, a R$ 44,18.

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Ainda entre os ‘gigantes’ do IBOV, a Vale (VALE3) encerrou o dia com queda de 1,20%, a R$ 86,17. Os papéis da mineradora acompanharam o desempenho do minério de ferro. Negociado em Dalian, na China, o contrato futuro mais negociado da commodity caiu 0,32%, encerrando a 783,5 yuans (US$ 114,70) a tonelada.

Já as ações de Petrobras (PETR3; PETR4) limitaram as perdas do Ibovespa, na esteira do desempenho do petróleo Brent – que fechou com alta de mais de 3%, a 105,07 o barril.

PETR3 subiu 1,13%, a R$ 52,75, figurando entre as maiores altas do índice.

PETR4 teve alta de 1,36%, a R$ 47,77, sendo o segundo papel mais negociado da B3, com 47,3 mil negócios e giro financeiro de R$ 1,649 bilhões.

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Bancos, Petrobras e Vale juntos correspondem a 50% do IBOV.

Na sessão, o papel mais negociado foi o Brava Energia (BRAV3), com 54,2 mil negócios. A petroleira confirmou a aquisição de 26% do capital social pela Ecopetrol e o interesse da colombiana em realização uma oferta voluntária (OPA) para deter, em conjunto, 51% do capital votante da junior oil.

Apesar do dia misto para as commodities, o CMDB11, ETF do BTG Pactual que segue uma cesta de ações de empresas do setor, subiu 0,91% neste pregão.

A ponta negativa do Ibovespa, porém, foi liderada por C&A (CEAB3), que caiu 5,85% (R$ 11,74), pressionada pela escalada das taxas de juros futuros.

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Já a ponta positiva foi encabeçada por Hapvida (HAPV3) com alta de 5,14% (R$ 13,30).

Exterior

Os índices de Wall Street interromperam a sequência de recordes com a renovação das incertezas sobre o conflito no Oriente Médio.

No início da tarde desta quinta-feira, o presidente do Parlamento do Irã e principal negociador, Mohammad Baqer Qalibaf, deixou a equipe de negociações com os Estados Unidos, segundo a mídia israelense. A notícia acendeu um alerta no mercado de retomada das tensões entre os dois países.

O presidente norte-americano Donald Trump também reforçou que um acordo com o país persa só será feito quando for “apropriado e bom” para os EUA.

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Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: -0,36%, aos 49.310,32 pontos;
  • S&P 500: -0,41%, aos 7.108,40 pontos;
  • Nasdaq: -0,89%, aos 24.438,504 pontos.

Na Europa, os principais índices fecharam sem direção única. O índice pan-europeu Stoxx 600 terminou as negociações com leve alta de 0,05%, aos 614,20 pontos.

Na Ásia, os índices encerraram em tom negativo. O índice Nikkei, do Japão, teve baixa de 0,75%, aos 59.140,23 pontos e o índice Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,95%, aos 25.915,20 pontos.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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