Shoppings

O que se sabe da desistência da Multiplan (MULT3) de comprar shopping do Atlético Mineiro

03 jan 2023, 21:07 - atualizado em 03 jan 2023, 21:07
Multiplan shoppings
Multiplan desistiu de comprar shopping do Atlético Mineiro e é acusada por pessoas ligadas ao clube de dificultar negociação (Foto: Flávya Pereira/Money Times)

A Multiplan (MULT3) surpreendeu o mercado ao anunciar que não concluiu a compra de uma fatia de 49,9% do DiamondMall, shopping em Belo Horizonte no qual essa participação pertence ao Atlético Mineiro. A notícia não teve impactos nas ações da companhia nesta terça-feira, que recuaram 3,1%, em dia negativo para o índice Ibovespa.

Como a desistência de compra do DiamondMall afeta a Multiplan? Analistas respondem

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Por outro lado, a notícia deixa o clube de futebol da capital mineira apreensivo uma vez que o dinheiro da venda, anunciada em agosto do ano passado por R$ 340 milhões, seria destinada para desafogar dívidas onerosas – geradoras de encargos financeiros como empréstimos e financiamentos -, que estão em cifras bem mais altas do que o montante ofertado pela Multiplan.

O que se sabe sobre a desistência de compra do shopping?

Oficialmente, pouco se sabe sobre a operação. Em comunicado sucinto publicado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Multiplan não diz o motivo pela qual a compra do DiamondMall não fui concluída. Procurada pelo Money Times, a assessoria de imprensa disse que as informações sobre a negociação estão no documento divulgado ontem.

Por outro lado, o Atlético Mineiro ainda não se manifestou sobre a decisão da administradora de shoppings e, procurada pelo Money Times, a assessoria de imprensa disse que o clube emitirá uma nota sobre o caso. Até o momento, nenhuma declaração pública foi dada.

Entretanto, jornalistas esportivos e blogueiros mineiros publicaram ao longo desta terça-feira (3) declarações de pessoas ligadas ao Galo, mas em off. No jargão jornalístico, é quando a fonte dá a informação sem revelar a identidade.

Fontes ligadas ao Galo acusam a Multiplan

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Segundo publicação do jornalista Jorge Nicola na página de esportes do jornal Estado de Minas, um dos mecenas que investe no clube – conhecidos como 4Rs -, declarou que “ética não é o ponto forte desta turma” e que a companhia fez uma série de exigências e de documentos na reta final das negociações.

Os 4Rs são formados pelos empresários Rubens Menin e Rafael Menin, da MRV (MRVE3); Ricardo Guimarães, do banco BMG (BMGB4); e Renato Salvador, da rede de hospitais Mater Dei (MATD3).

Nicola e blogueiros ouviram fontes ligadas ao clube que acusam a Multiplan de dificultar a negociação da venda do DiamondMall e oferecer a compra de apenas 25% de participação e não mais de 49,9% como acordado.

O acordo, aliás, segundo essas pessoas não foi formalizado por meio de um contrato. O que não obriga o pagamento de multa pela administradora de shoppings por desistir do negócio.

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Essas fontes disseram ainda que o Atlético sabia do recuo da Multiplan desde a semana passada e encontra-se em situação financeira delicada, já que o montante de R$ 340 milhões fez parte do orçamento de 2022 do time de futebol, aprovado pelo conselho deliberativo.

Novamente procurada pelo Money Times, a Multiplan não se manifestou sobre essas acusações.

Entenda a venda do shopping

Em maio de 2022, o conselho deliberativo do Atlético aprovou a venda desses 49,9%, na qual pretendia levantar no mínimo R$ 320 milhões. O Galo alega que, no anúncio da venda de sua fatia, recebeu propostas de outras administradoras de shoppings.

Porém, a Multiplan exerceu o direito de preferência por já deter a maior participação no shopping desde 2017, quando o time mineiro vendeu 50,1% do empreendimento por R$ 296,8 milhões, com correção monetária, em operação concluída em janeiro de 2020.

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A venda do patrimônio é para desafogar as dívidas onerosas do clube – geradoras de encargos financeiros como empréstimos e financiamentos.

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Repórter
Jornalista mineira com experiência em TV, rádio, agência de notícias e sites na cobertura de mercado financeiro, empresas, agronegócio e entretenimento. Antes do Money Times, passou pelo Valor Econômico, Agência CMA, Canal Rural, RIT TV e outros.
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