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Oi (OIBR3): O efeito que a empresa deve causar em 2023

23 dez 2022, 9:56 - atualizado em 23 dez 2022, 13:17
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Analistas seguem enxergando a Oi como “debilitada financeiramente”. (Imagem: Money Times/ Gustavo Kahil)

Movimentos “importantes” ocorridos em 2022, como a consolidação na telefonia móvel com a compra da unidade móvel da Oi (OIBR3) por Vivo, TIM e Claro, impulsionam uma visão construtiva para o setor de telecomunicações na Bolsa no próximo ano, segundo a XP Investimentos.

Analistas disseram ver um cenário competitivo “mais racional” depois da saída da Oi Móvel, player mais agressivo. “A queda da alíquota do ICMS também deve contribuir positivamente para que as operadoras consigam repassar inflação em suas tarifas ao longo dos próximos anos”.

Para a XP, a TIM (TIMS3) é a operadora que mais se beneficia mudando de patamar com a incorporação dos ativos da Oi. “Vemos alguns gatilhos importantes para a reprecificação da ação“, disse em relatório assinado por Bernardo Guttmann e Marco Nardini.

Oi em 2023

A Oi, que acabou de sair da recuperação judicial, deve seguir com o plano estratégico com foco em aceleração das receitas dos negócios principais e busca de novas fontes de receita, além de readequação da sua estrutura de custos.

  • O processo de recuperação judicial da Oi (OIBR3) finalmente acabou. Com a queda de 77% nos últimos 12 meses, dívidas milionárias e cenário econômico ruim, Rodolfo Amstalden, co-fundador da Empiricus Research, recomenda investir em outra telecom com receita previsível, resiliente e com ótimos dividendos. [CLIQUE PARA CONHECER]

A Oi citou ainda o plano de equacionamento dos passivos operacionais e regulatórios da concessão de telefonia fixa e suas operações legadas, além do provimento de soluções digitais e conexões de fibra ótica.

Analistas, no entanto, seguem enxergando uma companhia “debilitada financeiramente”.

“Mesmo com a redução significativa da dívida bruta, a Oi ainda deve ter prejuízos pelo resultado financeiro negativo, com apenas um ativo promissor e capaz de gerar caixa”, disse a Genial, em referência a uma participação minoritária na empresa de fibra ótica V.tal.

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Editor
Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com MBA em finanças pela Estácio. Colaborou com revista Veja, Estadão, entre outros.
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