Oncoclínicas (ONCO3) diz desconhecer proposta de aporte e mantém recuperação extrajudicial em avaliação
A Oncoclínicas (ONCO3) afirmou nesta terça-feira (26) que não tem conhecimento sobre uma eventual proposta de capitalização de R$ 500 milhões citada em reportagem do jornal Valor Econômico publicada na semana passada.
Em esclarecimento enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a companhia disse que também não há qualquer definição sobre uma possível operação dessa natureza.
Segundo o Valor, a companhia estaria negociando uma capitalização de pelo menos R$ 500 milhões com três interessados como parte de um plano de reestruturação financeira, que incluiria ainda renegociação de dívidas com desconto e eventual recuperação extrajudicial.
No documento enviado à CVM, a Oncoclínicas afirmou que as conversas conduzidas pela BR Partners com credores seguem em estágio preliminar e que, até o momento, não existe definição sobre eventual alongamento de prazo ou desconto da dívida.
“A companhia esclarece que as conversas mantidas até o momento são preliminares, sem que haja até o momento qualquer definição acerca de eventual alongamento ou desconto na dívida”, afirmou.
Além disso, a companhia afirmou que segue avaliando alternativas relacionadas a uma eventual recuperação extrajudicial, mas ressaltou que não existe definição sobre a adoção da medida.
A Oncoclínicas surgiu há cerca de 15 anos com tratamentos oncológicos como o core do negócio. No entanto, após o IPO em 2021, a companhia expandiu o foco de clínicas que realizavam o diagnóstico e tratamentos como radioterapia e quimioterapia para uma parte de alta complexidade do tratamento oncológico.
A estratégia não deu certo e os resultados pioraram, com alta da alavancagem e elevado consumo de caixa.