Mercados

Onde investir além do Ibovespa? Confira 2 recomendações do chefe de investimentos do ASA

10 set 2026, 8:00
Rogério Freitas, do ASA
Rogério Freitas, head de investimentos do ASA. (Foto: Divulgação/ASA)

Com os rendimentos do título do Tesouro dos Estados Unidos, os Treasuries, acima de 4%, enquanto a inflação dos EUA ronda os 3,5% no acumulado em 12 meses, o investidor precisa tomar risco, considera o o head de investimentos do ASA, Rogério Freitas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Se você olhar hoje, o investidor que está no juro real curto está perdendo dinheiro. O que você faz? Alonga, vai lá buscar duration, vai buscar prêmio de risco”, explica Freitas.

De acordo com o head do ASA, uma opção é o investidor ir para o setor privado ou olhar para ativos reais, como imóveis e as commodities, incluindo o ouro.

“Esse contexto faz com que o investidor busque retorno real para tentar se defender contra a elevação da inflação”, afirma. “Tem um excesso de dinheiro no mundo, mas tem um excesso de busca de dinheiro no mundo, por governo e empresas de tecnologia. A curva longa aumenta com isso” diz.

“É um ambiente de demanda por ativos reais que é importante ficarmos atentos porque a repressão financeira deve continuar por muitos anos.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para ele, enquanto houver manutenção do cenário de desancoragem das moedas, o ouro vai continuar como uma opção atrativa de alocação.

Além disso, apostar tudo em um único investimento como o dólar, também conhecido como “all in”, não é recomendado por Freitas, uma vez que a diversificação pode trazer melhor rentabilidade.

Onde investir além do Ibovespa no mercado doméstico?

Enquanto o principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa (IBOV), segue dependente de alguns fatores de definição — as urnas e o fiscal —, Freitas avalia que um cenário doméstico positivo pode beneficiar outras oportunidades de investimentos.

De acordo com o head do ASA, a Nota do Tesouro Nacional série B (NTN-B), também conhecida no Tesouro Direto como Tesouro IPCA+, é uma opção atrativa de investimento.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nos Depósitos Interfinanceiros (DIs), Freitas considera que a curva de juros brasileira teria impacto de uma potencial mudança de política fiscal, o que automaticamente teria impacto na política monetária.

“Quem dirige o carro da política monetária é a política fiscal. Se eu tenho perspectiva de mudança na política fiscal, automaticamente tenho perspectiva de mudança também na política monetária. Os juros nominais caem na hora, então real se valoriza, bolsa sobe e a NTN-B fecha a taxa”, diz.

Contudo, o mais sensível, como melhor termômetro, é a taxa de juros — que tem maior efeito na política fiscal, afirma Freitas. Os juros, acrescenta, incluem o prêmio de risco e o risco-país.

De acordo com o head do ASA, todos os ativos têm o risco-país, uma vez que o sistema funciona como “vasos comunicantes”. “Os dois lados aumentam ou diminuem na mesma proporção: um é a bolsa, o outro é o dólar. Se cai o dólar, a bolsa sobe. Todos os outros são afetados positivamente — porque funcionam como vasos comunicantes”, diz.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O ASA, por ora, trabalha com cenário de Selic terminal de 13,25% em 2026, diante dos dados de atividade e inflação recentes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar