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Os três pilares que fizeram o Santander elevar preço-alvo para a sua queridinha do agronegócio

20 jul 2026, 16:45
3tentos tten3 santander
(Foto: Divulgação)

A 3tentos (TTEN3) segue ganhando a confiança dos analistas. Desta vez, o Santander elevou o preço-alvo da companhia de R$ 20 para R$ 26,60 por ação e manteve a recomendação de outperform (equivalente à compra), reforçando o papel como sua principal escolha entre as empresas brasileiras do agronegócio sob cobertura.

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Para o banco, o mercado ainda não precifica todo o potencial de crescimento da companhia. Em relatório divulgado nesta segunda-feira (20), os analistas destacam três frentes capazes de sustentar um ciclo de expansão pelos próximos anos: o etanol de milho, a expansão da rede de lojas e o avanço da canola.



3tentos: mercado olha para uma planta enquanto o Santander enxergauma plataforma

O principal ponto da tese é o negócio de etanol de milho.

Segundo o Santander, as estimativas atuais do mercado consideram apenas a primeira fase da planta de Porto Alegre do Norte (MT), enquanto a companhia já deixou claro que o projeto foi concebido de forma modular, permitindo sucessivas ampliações.

O banco projeta que a unidade triplique sua capacidade para 8,4 mil toneladas por dia e que a futura planta de Redenção (PA), prevista para entrar em operação em 2029, eleve a capacidade total para 12,6 mil toneladas diárias até 2033.

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Isso representaria o processamento de aproximadamente 4,4 milhões de toneladas de milho por ano, com produção de cerca de 1,8 bilhão de litros de etanol.

“O mercado está precificando a planta, e não a plataforma”, resumem os analistas Guilherme Palhares e Laura Hirata.

Expansão do varejo deve repetir receita de Mato Grosso

O segundo pilar da tese está na expansão da operação de varejo.

Depois de consolidar sua presença no Rio Grande do Sul e em Mato Grosso, a 3tentos avança para Pará, Goiás, Tocantins e Minas Gerais. O Santander acredita que a empresa poderá replicar nessas regiões a estratégia que utilizou em Mato Grosso.

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A projeção é que a cobertura nessas novas áreas salte dos atuais 14% para 60% até 2031, enquanto a rede passe de 83 para 113 lojas.

Como consequência, a área atendida poderá crescer de 24,4 milhões para quase 40 milhões de hectares, impulsionando uma expansão média de aproximadamente 13% ao ano na receita do varejo até 2035.

Canola pode elevar margens do biodiesel

O terceiro vetor de crescimento é menos imediato, mas igualmente relevante na visão do banco.

O Santander destaca que a conversão gradual da unidade de Ijuí (RS) para o processamento de canola pode aumentar as margens do segmento de biodiesel ao longo dos próximos anos.

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Isso porque a canola possui aproximadamente o dobro do teor de óleo da soja, principal matéria-prima utilizada na produção de biodiesel.

Pelas estimativas do banco, a mudança pode adicionar cerca de 1 ponto percentual às margens da operação em um horizonte de cinco anos, com margens de esmagamento entre 25% e 28%, acima dos cerca de 17% observados para a soja.

Para o Santander, a combinação desses três fatores torna a ação uma aposta atrativa tanto para investidores de longo prazo, que acompanham o ciclo de investimentos da companhia, quanto para quem busca capturar a valorização conforme as novas plantas entram em operação e os volumes crescem.

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Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por mais de três anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, integrou a lista dos 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio e, em 2026, alcançou o Top 50 da premiação.
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Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por mais de três anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, integrou a lista dos 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio e, em 2026, alcançou o Top 50 da premiação.
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