Ouro tem leve avanço com demanda de bancos centrais; prata salta 4%
O ouro fechou em leve alta nesta quarta-feira (13), apesar da inflação no atacado nos EUA mais elevada, devido a compra do metal dourado por bancos centrais no contexto de incertezas geopolíticas.
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para junho encerrou em alta de 0,43%, a US$ 4.706,7 por onça-troy.
Já a prata para julho voltou a subir de maneira acentuada e fechou com ganhos de 4,41%, a US$ 89,368 por onça-troy.
O que movimentou o ouro hoje?
A cotação do metal dourado acompanhou a inflação ao produtor nos EUA, a continuidade no impasse nas negociações no Oriente Médio e a alta na taxa de importação de metais preciosos pela Índia.
O índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) veio acima do esperado por analistas. Com alta de 1,4% em abril ante março, esta foi a maior variação mensal desde 2022.
Segundo a ferramenta FedWatch, do CME Group, o mercado já precifica uma elevação nos juros norte-americanos pelo Federal Reserve em março de 2027.
Segundo o MUFG, apesar de o cenário não ser positivo para o ouro, investimento que não gera rendimento, o metal dourado permanece “resiliente” devido à demanda forte dos bancos centrais.
Enquanto isso, Israel afirmou que está pronto para retomar os combates contra o Irã e outros alvos na região. Já o presidente dos EUA, Donald Trump, chegou à China para o encontro com o líder chinês, Xi Jinping, com quem deve discutir o conflito.
Além disso, a Índia anunciou elevação nos impostos de importação de metais preciosos, passando de 6% para 15% para o ouro e a prata, enquanto o valor subiu de 6,4% para 15,4% para a platina.
A medida é uma tentativa de proteger a moeda indiana, a rupia, dias depois de um apelo do primeiro-ministro Narendra Modi para que os cidadãos evitassem a compra de ouro.
*Com informações de Estadão Conteúdo