Ouro

Ouro avança no dia com negociações entre EUA e Irã no radar, mas cai quase 3% na semana

24 abr 2026, 15:50 - atualizado em 24 abr 2026, 15:54
Prata e ouro
(Imagem: Freepik/Wirestock)

O ouro encerrou com leva alta nesta sexta-feira (24) diante da expectativa de novas conversas entre representantes dos Estados Unidos e do Irã no final de semana em Islamabad, capital do Paquistão.

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Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para junho encerrou em alta de 0,35%, a US$ 4.740,9 por onça-troy.



Já a prata para maio subiu 1,20%, a US$ 76,414.

Na semana, a prata recuou 6,63%, enquanto o ouro caiu 2,84%.

O que impulsionou o ouro?

A commodity metálica oscilou de olho na guerra no Oriente Médio, passando de queda para ligeira alta.

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O ouro recuou pela manhã, chegando a ficar levemente abaixo do patamar de US$ 4.700 por onça-troy, conforme relatos de que o Irã instalou minas no Estreito de Ormuz e renovadas ameaças dos Estados Unidos reforçaram o sentimento de fragilidade na trégua, mas depois recuperou o fôlego e voltou a subir.

Para o Swissquote, as tensões permanecem “elevadas” e o cessar-fogo, “fragilizado”.

À tarde, porém, o anúncio da Casa Branca sobre a ida de Steve Witkoff e Jared Kushner ao Paquistão para negociações com o Irã trouxe certo alívio para os mercados. A operação dos EUA no país persa passou para a “fase diplomática”, afirmou a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt.

A agência de notícias Associated Press informou, segundo dois funcionários paquistaneses, que o ministro das Relações Exteriores do Irã, , Abbas Araghchi, deve viajar para o Paquistão até o final de semana para negociações.

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Já a agência estatal iraniana IRNA informou que Araghchi viajará a Islamabad, capital do Paquistão, Mascate, no Omã, e Moscou, na Rússia, para consultas bilaterais e discussões sobre os desdobramentos regionais e a situação mais recente da guerra entre Irã, Estados Unidos e Israel.

Contudo, as preocupações inflacionárias atuam como uma barreira para a alta do ouro, conforme os bancos centrais avaliam o impacto dos preços de energia e ajustam a política monetária.

O banco holandês ING destaca que muitos BCs devem “reagir a esse choque inflacionário”, levando em conta o prolongamento no conflito e as consequências no tráfego de embarcações no Estreito de Ormuz.

Além disso, o mercado acompanhou o fim das investigações do Departamento de Justiça (DoJ, em inglês) contra o atual presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell. O processo era um obstáculo para a nomeação de Kevin Warsh como o próximo presidente do banco central norte-americano.

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*Com informações de Estadão Conteúdo e Reuters

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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