Dólar cai e volta ao nível abaixo de R$ 5 com expectativa de avanço das negociações entre EUA e Irã
O dólar perdeu força na reta final do pregão com as expectativas de uma nova rodada de negociações entre Estados Unidos e Irã no fim de semana.
Nesta sexta-feira (24), o dólar à vista (USDBRL) terminou as negociações a R$ 4,9982, com leve queda de 0,11%.
O movimento acompanhou o desempenho da moeda no exterior. Por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava com queda de 0,24%, aos 98,530 pontos.
Na semana, o dólar avançou 0,30% ante o real.
O que mexeu com o dólar hoje?
O mercado de câmbio continuou a monitorar os desdobramentos nas negociações de paz no Oriente Médio.
Ontem (23), Líbano e Israel fecharam mais um acordo temporário. Os dois países estenderam seu cessar-fogo por três semanas após uma reunião de alto nível na Casa Branca, segundo o presidente norte-americano, Donald Trump.
O Hezbollah, grupo armado alinhado ao Irã que luta contra Israel, não estava presente nas negociações. Em resposta, o parlamentar do grupo, Ali Fayyad, disse que o acordo não tem sentido à luz dos contínuos “atos hostis” israelenses.
Há também a expectativa de uma nova rodada de negociações entre Washington e Teerã.
A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse a jornalistas que Trump planeja mandar os enviados especiais Steve Witkoff e Jared Kushner para negociações com o Irã em Islamabad, e a dupla partirá ao Paquistão na manhã deste sábado (25).
Leavitt ainda disse que o governo Trump viu “algum progresso” do lado iraniano nos últimos dias, sem entrar em detalhes.
Ainda em entrevista à Reuters, Trump afirmou que o país persa planeja fazer uma oferta com o objetivo de satisfazer as exigências dos EUA.
Já no final da tarde, o Departamento do Tesouro norte-americano anunciou novas sanções contra o Irã, incluindo o congelamento de US$ 344 milhões em criptomoedas.
Em publicação no X, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, disse que “continuará a degradar sistematicamente a capacidade de Teerã de gerar, movimentar e repatriar recursos”.
Segundo ele, o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC, na sigla em inglês) está sancionando diversas carteiras digitais ligadas ao Irã.
“Rastrearemos o dinheiro que Teerã está tentando desesperadamente transferir para fora do país e atacaremos todos os canais financeiros que sustentam o regime”, acrescentou Bessent, na publicação.