Petróleo fecha em queda com negociações entre EUA e Irã no radar, mas avança 13% na semana
Os preços do petróleo fecharam em leve queda nesta sexta-feira (24) diante da expectativa de negociações entre Estados Unidos e Irã no final de semana em Islamabad, capital do Paquistão.
Os contratos mais líquidos do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para julho cederam 0,22%, a US$ 99,13 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Já os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para maio recuaram 1,51%, a US$ 94,40 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA.
Na semana, o WTI subiu quase 12%, enquanto o Brent avançou cerca de 13%.
O que mexeu com o petróleo hoje?
Os preços do petróleo arrefeceram diante de novas notícias de que representantes do Irã e dos Estados Unidos estão a caminho do Paquistão para continuar com as negociações.
Durante a tarde, a Casa Branca anunciou a ida de Steve Witkoff e Jared Kushner ao Paquistão para negociações com o Irã trouxe certo alívio para os mercados. A operação dos EUA no país persa passou para a “fase diplomática”, afirmou a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt.
Mais cedo, a agência de notícias Associated Press informou, segundo dois funcionários paquistaneses, que o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, viaja para o Paquistão até o final de semana para negociações.
Já a agência estatal iraniana IRNA informou que Araghchi viajará a Islamabad, capital do Paquistão, Mascate, no Omã, e Moscou, na Rússia, para consultas bilaterais e discussões sobre os desdobramentos regionais e a situação mais recente da guerra entre Irã, Estados Unidos e Israel.
Além disso, anteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, havia anunciado a extensão do cessar-fogo entre Líbano e Israel para mais três semanas.
Para o analista do Price Futures Group, Phil Flynn, a retomada de voos comerciais pelo Irã reforçaria os sinais de avanços diplomáticos.
Ele também cita o impacto no petróleo da prorrogação de 90 dias de uma isenção para o transporte marítimo de hidrocarbonetos por Trump, que deve aliviar os preços globais da commodity.
*Com informações de Estadão Conteúdo