Pedidos semanais de auxílio-desemprego nos EUA caem em meio à resiliência do mercado de trabalho
O número de norte-americanos que entraram com pedidos de auxílio-desemprego caiu na semana passada, indicando resiliência do mercado de trabalho e dando ao Federal Reserve espaço para se concentrar no aumento da inflação.
Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram em 3.000, para 209.000 em dado com ajuste sazonal, na semana encerrada em 16 de maio, informou o Departamento do Trabalho nesta quinta-feira (21). Economistas consultados pela Reuters previam 210.000 pedidos para a última semana.
Embora os economistas esperem que os pedidos de auxílio-desemprego aumentem no verão devido a uma peculiaridade sazonal, o mercado de trabalho permanece em um padrão de espera. Os mercados financeiros preveem que o banco central dos EUA mantenha sua taxa de juros de referência na faixa de 3,50% a 3,75% no próximo ano.
A guerra entre os EUA e Israel com o Irã interrompeu a navegação no Estreito de Ormuz, aumentando os preços do petróleo e de outras commodities, incluindo fertilizantes, produtos petroquímicos e alumínio.
A ata da reunião de 28 e 29 de abril do banco central, publicada na quarta-feira, mostrou que as preocupações com a inflação provocada pela guerra com o Irã se intensificaram no mês passado, com um número cada vez maior de autoridades dizendo que o Fed deveria estabelecer as bases para um possível aumento de juros.