Petrobras (PETR4) adere à subvenção de combustíveis, de olho na política de preços; veja
O conselho de administração da Petrobras (PETR4) aprovou a adesão da companhia à subvenção econômica aos produtores e importadores de combustíveis derivados de petróleo, mostra fato relevante divulgado ao mercado na noite de quarta-feira (20).
A subvenção econômica, prevista na Medida Provisória (MP) nº 1.358, trata de valores sobre a produção e a importação de gasolinas e de óleo diesel de uso rodoviário, nos termos da legislação vigente. O mecanismo prevê devolução de tributos para os produtores e importadores de gasolina e diesel.
A medida viabiliza reajuste nos preços de combustíveis pela Petrobras com menor impacto nas bombas, em meio à pressão causada pela alta do petróleo. Segundo a estatal, tendo em vista o caráter facultativo e o potencial benefício, a compreensão é de que essa adesão é compatível com o interesse da companhia.
O movimento se soma aos programas de subvenção relacionados à comercialização de óleo diesel de uso rodoviário no território nacional já instituídos pelo Governo Federal.
De acordo com o fato relevante, a assinatura do novo termo de adesão ficará condicionada à publicação e análise de Ato do Ministro de Estado da Fazenda e do regulamento, necessários para a implementação da subvenção econômica.
“Cabe destacar que a Petrobras mantém sua estratégia comercial, levando em consideração sua participação no mercado, a otimização dos seus ativos de refino e a rentabilidade de maneira sustentável, evitando o repasse para os preços internos da volatilidade conjuntural das cotações internacionais e da taxa de câmbio”, diz o documento.
Reajuste na gasolina
Na última semana, a Petrobras aproveitou a teleconferência de resultados do primeiro trimestre de 2026 para sinalizar que uma alta da gasolina está a caminho.
A companhia também indicou ao mercado que vê um cenário significativamente mais favorável para os próximos meses, impulsionado, além de pelo reajuste, pela alta do petróleo, melhora esperada na geração de caixa e avanço da produção.
Ao comentar a política de preços da companhia, a presidente da Magda Chambriard afirmou que a Petrobras continua evitando repassar imediatamente toda a volatilidade internacional ao consumidor brasileiro, mas indicou que reajustes na gasolina estão em discussão.