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Petrobras (PETR4) dispara 60%, mas não é a única: Veja as ações que podem surpreender nesta semana no Money Picks

27 abr 2026, 8:00 - atualizado em 27 abr 2026, 9:22

No Money Picks desta segunda-feira (27), a jornalista Anna Scabello traz as recomendações das ações que estão no radar do mercado para esta semana. Descubra se é hora de comprar ou vender.

1 – Petrobras (PETR4)

A Petrobras foi um dos grandes destaques da bolsa no primeiro trimestre, com alta de cerca de 60%, impulsionada pela valorização do petróleo em meio às tensões no Irã e pelo forte pagamento de dividendos. A XP vê a estatal como uma das principais beneficiadas desse cenário, com retorno estimado atrativo para 2026.

A cada aumento de US$ 10 no Brent, há impacto positivo relevante no fluxo de caixa da companhia. No entanto, esse potencial depende da manutenção da paridade internacional de preços dos combustíveis, o que hoje não ocorre totalmente, já que os preços domésticos seguem mais estáveis.

Mesmo assim, mecanismos como subsídios acabam compensando parcialmente essa defasagem, sustentando a geração de caixa. A XP mantém recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 47.

2 – Marcopolo (POMO4)
A Marcopolo surge como uma beneficiária indireta da alta do petróleo. Com o aumento expressivo do querosene de aviação, as passagens aéreas tendem a ficar mais caras, o que pode favorecer o transporte rodoviário.

O Safra destaca que o custo das companhias aéreas sobe mais do que o das empresas de ônibus, já que o diesel teve menor alta relativa. Isso cria uma vantagem competitiva para o transporte rodoviário, com menor necessidade de repasse de preços.

Com isso, a demanda por ônibus e renovação de frotas pode crescer, impulsionando a Marcopolo. O banco vê potencial de valorização relevante para a ação, com recomendação de compra.

3 – Braskem (BRKM5)
A Braskem enfrenta um cenário desafiador, apesar de notícias positivas no curto prazo, como o avanço na troca de controle para a IG4. Segundo o Bradesco BBI, essa mudança pode trazer decisões difíceis, incluindo reestruturações que podem prejudicar acionistas.

Apesar de alguns fatores favoráveis, como incentivos fiscais e tarifas antidumping, os fundamentos seguem pressionados, com destaque para a alta alavancagem e risco de consumo de caixa ao longo de 2026.

O banco projeta uma situação financeira preocupante, com possível elevação da alavancagem a níveis insustentáveis e forte queima de caixa. Por isso, a recomendação foi rebaixada para venda, com forte potencial de queda.

4 – Moura Dubeux (MDNE3)
Apesar do cenário mais difícil para a construção civil, devido à alta dos juros e desaceleração no mercado paulista, a Moura Dubeux se destaca como uma possível exceção positiva.

A atuação concentrada no Nordeste, um mercado mais pulverizado e menos pressionado, favorece a empresa, que possui forte presença regional, marca consolidada e boa execução operacional.

Além disso, os dados recentes mostram bom desempenho operacional e valuation atrativo. Com isso, a empresa é vista pela Empiricus como uma oportunidade de compra, mesmo em um ambiente desafiador para o setor.

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Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.
Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.

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