Comprar ou vender?

Petrobras (PETR4) é a melhor opção para lucrar com alta do petróleo, diz UBS BB; veja potencial para dividendos

23 set 2026, 12:38 - atualizado em 23 set 2026, 13:23
petrobras-petroleo
(Divulgação/ Petrobras)

O UBS BB mantém uma visão otimista para as ações da Petrobras (PETR4) e reforçou a recomendação de compra nesta quarta-feira (23).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em relatório, os analistas Tasso Vasconcellos, João Baricello e Matheus Enfeldt consideram que a companhia é uma das mais bem posicionadas entre os pares de mercados desenvolvidos e emergentes para capturar um ambiente de preços de petróleo mais elevados.

Para eles, o fato de a empresa ser exportadora líquida, além de ter um perfil de produção à frente do plano e sem grandes impactos operacionais advindos do conflito no Oriente Médio, sustentam a perspectiva positiva para a Petrobras.

Esses fatores combinados com uma política clara de dividendos trimestrais diretamente vinculada ao seu fluxo de caixa, resulta em um dividend yield de 10% a 11% em 2026, aumentando para 13% a 14% em 2027, mesmo após a forte alta acumulada no ano.

Diante disso, o banco suíço aumentou o preço-alvo para PETR4 de R$ 60 para R$ 62 nos próximos 12 meses, o que implica em um potencial de valorização de 28% sobre o preço de fechamento anterior.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para os ADRs da companhia, negociados na Bolsa de Nova York (Nyse), a elevação foi de US$ 22 para US$ 23 por ação PBR, o que representa potencial alta de cerca de 11% sobre os níveis atuais.

Nesta quarta-feira (23), as ações da estatal operam em forte alta com o barril do Brent acima de US$ 100. Por volta de 12h (horário de Brasília), PETR4 registrava alta de 2,21%, a R$ 49,42, sendo o papel mais negociado da B3.

Os papéis ordinários PETR3 subiam 2,22%, a R$ 54,38, no mesmo horário.

Perspectiva macro: Brent elevado

Na visão dos analistas, os preços do petróleo mais elevados é positivo para a estatal. Nas contas do UBS BB, cada variação de US$ 1 no preço do barril representa um impacto de aproximadamente 0,2 ponto percentual no dividend yield anual da Petrobras.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O banco projeta o barril do Brent a US$ 85 no terceiro trimestre deste ano (3T26) e em US$ 80 no quatro trimestre (4T26). Para 2027, a estimativa é de Brent a US$ 75 por barril.

Já para os combustíveis, o banco considera a manutenção dos subsídios, com preços líquidos projetados em R$ 3,05 por litro para a gasolina e entre R$ 4,65 e R$ 5,42 por litro para o diesel no 3T26 e 4T26.

Para 2027, o banco estima crack spread de US$ 11 por barril para a gasolina e US$ 50 para o diesel, com o diferencial do diesel previsto para se normalizar em US$ 21 por barril a partir de 2028.

Segundo os analistas, o Brasil está entre os 20 de 130 países com os menores aumentos nos preços nas bombas desde o início do conflito no Oriente Médio, graças aos subsídios do governo para diesel e gasolina combinados com cortes nos impostos PIS/Cofins.

Perspectiva micro: produção e capex

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os analistas do UBS BB ainda destacam que a produção da Petrobras tem surpreendido positivamente. Em agosto, a petroleira produziu 2,89 milhões de barris por dia em agosto, levando a produção acumulada no ano para 2,69 milhões de barris por dia.

Esses números, segundo o banco, sustenta a projeção de 2,73 milhões de barris por dia em 2026, acima dos 2,50 milhões de barris por dia previstos pelo guidance da estatal.

Para o ano seguinte, o UBS BB espera que a produção aumente para 2,84 milhões de barris por dia em 2027, também acima dos 2,60 milhões de barris por dia projetados pela companhia.

Apesar disso, o negócio de refino ainda está abaixo dos níveis que o banco gostaria de ver.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Entre pares da América Latina, América do Norte e Europa, no segundo trimetre a Petrobras foi a única empresa com queda sequencial no Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) por barril no negócio”, afirmou o trio de analistas em relatório.

Já do lado do capex, a equipe do UBS BB destaca que a administração tem sido clara sobre o aumento dos desembolsos, aproveitando o fluxo de caixa “extraordinário” com maior produção e preços de venda.

“Um capex muito maior do que o esperado, com ou sem M&As, é um dos principais riscos para nossa perspectiva positiva”, destacam.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar