Petróleo fecha próximo à estabilidade de olho nas conversas entre Trump e Xi
Os preços do petróleo encerraram a sessão desta quinta-feira (14) próximos à estabilidade de olho nas tratativas entre os líderes dos Estados Unidos e China, enquanto o impasse no Oriente Médio continua.
Os contratos mais líquidos do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para julho registraram ligeira alta de 0,09%, a US$ 105,72 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Já os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para junho tiveram alta marginal de 0,15%, a US$ 101,17 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA.
O que impulsionou o petróleo?
A falta de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã seguiu no radar dos investidores, mas o grande destaque foi a cúpula entre os presidentes dos EUA, Donald Trump, e da China, Xi Jinping.
Um dos temas abordados pelos dois líderes foi a guerra no Irã. Segundo Trump, Xi teria sinalizado interesse em um acordo para reduzir as tensões no Oriente Médio e que não enviaria armas ao Irã.
A Casa Branca afirmou que ambos também concordaram que o Irã “jamais poderá ter uma arma nuclear”, embora a mídia estatal chinesa não tenha confirmado a declaração.
Segundo o analista do Price Futures Group, Phil Flynn, apesar da guerra se alastrar por quase três meses, o pico do preço do petróleo visto no início provavelmente será o ponto mais alto deste movimento.
“Ainda poderemos ver, porém, volatilidade extrema à medida que as manchetes continuem mudando”, afirma.
Com a pressão do conflito sobre os custos de energia, o governo dos Estados Unidos informou nesta quinta-feira (14) que os preços de importação e exportação tiveram a maior alta desde 2022, puxados principalmente pelo encarecimento dos combustíveis.
De acordo com a Bloomberg, a Opep+ tem planos de elevar novamente as metas de produção. Esse aumento, no entanto, seria mais difícil de alcançar com o fluxo no Estreito de Ormuz interrompido.
*Com informações de Estadão Conteúdo