Mercados

Sem perspectiva de acordo sobre Ormuz, petróleo fecha acima de US$ 91

19 ago 2026, 16:52 - atualizado em 19 ago 2026, 17:20
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(Foto: AlterYourReality/iStock)

Os preços do petróleo tiveram nova alta nesta quarta-feira (19) diante do aumento das incertezas quanto ao conflito no Oriente Médio.

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O contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para outubro terminou o dia com alta de 0,66%, a US$ 91,62 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.



Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, o contrato do petróleo West Texas Intermediate (WTI) também para outubro subiu 0,39%, a US$ 84,39 o barril.

O que movimentou o petróleo hoje?

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump afirmou que pode retomar as negociações com o Irã “em algum momento”, mas não agora.

Trump disse ainda que os EUA pretendem transforma o Estreito de Ormuz em território norte-americano, acrescentando que vários navios teriam passado ontem pela hidrovia. O Consulado do Irã, por sua vez, ironizou a declaração e disse que a Califórnia é território iraniano.

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Ainda em decorrência da escalada de tensões, a Arábia Saudita cortou as relações financeiras e comerciais com o Irã.

De acordo com o Al Arabiya, o presidente do Parlamento iraquiano, Haibat al-Halboosi, pediu ao Irã um “status especial” para que o petróleo do Iraque possa continuar sendo exportado pelo Estreito de Ormuz.

Os dados do Departamento de Energia dos EUA mostraram uma alta inesperada nos estoques de petróleo e aumento da produção média diária.

Além disso, a queda do dólar ajudou a sustentar os preços do petróleo, já que commodities geralmente têm correlação negativa com a moeda norte-americana.

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O movimento ocorreu após uma reação do mercado ao anúncio do Tesouro dos EUA sobre o aumento das compras de títulos para garantir a estabilidade dos Treasuries de longo prazo.

*Com informações de Estadão Conteúdo

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.

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