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Petróleo tomba 5% com retomada parcial do fluxo no Estreito de Ormuz

20 maio 2026, 16:34 - atualizado em 20 maio 2026, 16:38
Estreito de Ormuz
(Foto: Reuters/Christian Hartmann)

Os preços do petróleo encerraram as negociações desta quarta-feira (20) em forte queda com relatos de reabertura parcial do Estreito de Ormuz.

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Os contratos mais líquidos do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para julho fecharam com tombo de 5,62%, a US$ 105,02 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.



Já os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para julho caíram 5,70%, a US$ 98,26 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA.

O que derrubou o petróleo?

O avanço das negociações entre Estados Unidos e Irã pressionou os preços do petróleo.

No início da tarde, o presidente norte-americano Donald Trump disse a repórteres que o governo estava nos “estágios finais” das negociações de paz com o Irã, segundo informações da imprensa.

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Relatos de que o Paquistão pretende anunciar uma versão final do texto do acordo entre EUA e Irã nesta quinta-feira (21) para encerrar as hostilidades antes de negociação presencial também aliviaram as tensões.

Dados de navegação da LSEG e da Kpler mostraram que três navios petroleiros transportando o óleo bruto para países asiáticos, com 6 milhões de barris, atravessaram o Estreito de Ormuz, depois de uma espera de mais de dois meses no Golfo Pérsico. A notícia foi lida como uma retomada gradual e parcial da navegação na região.

Já de acordo com a Marinha da Guarda Revolucionária do Irã, 26 navios, incluindo petroleiros, navios porta-contêineres e outras embarcações comerciais, transitaram pelo Estreito de Ormuz nas últimas 24 horas em coordenação com o Irã, informou a mídia estatal.

A Marinha da Guarda acrescentou que o trânsito pela hidrovia estava em andamento, com permissões obtidas e coordenação realizada com a força.

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Desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, o fechamento do Estreito de Ormuz, controlado pelo Irã — sendo uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo —, foi o principal ponto de atenção do mercado.

Apesar do alívio nas cotações, os analistas do Goldman Sachs avaliam que “mercados continuam mais apertados, já que as exportações estimadas de petróleo pelo Estreito permanecem em níveis muito baixos, em apenas 5% do normal”.

No radar, os estoques de barris caíram mais do que o previsto nos EUA. Segundo dados do Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) do país, houve uma queda de 7,863 milhões de barris nos estoques norte-americanos na semana encerrada em 15 de maio. Os analistas previam queda de 3 milhões no período.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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