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Tombo do petróleo impulsiona alta de Wall Street; Dow Jones salta mais de 600 pontos e fecha próximo do recorde histórico

20 maio 2026, 17:06 - atualizado em 20 maio 2026, 17:12
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(Imagem: 400tmax/Getty Images Signature)

Os índices de Wall Street recuperaram parte das perdas e fecharam em forte alta com relatos de avanços nas negociações de paz entre Estados Unidos e Irã.

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Em destaque, o Dow Jones subiu mais de 600 pontos e retornou ao nível recorde, no patamar de 50 mil pontos.

Confira o fechamento:

  • Dow Jones: +1,31%, aos 50.009,35 pontos;
  • S&P 500: +1,08%, aos 7.432,91 pontos;
  • Nasdaq: +1,55%, aos 26.270,359 pontos.

Com alívio nas tensões geopolíticas, os juros dos títulos do Tesouro norte-americano caíram e se afastaram das máximas históricas.

Ontem (19), os rendimentos do título de 30 anos atingiram o maior nível desde 2007, a 5,198%. Já nesta quarta-feira, os rendimentos caíram 6 pontos-base durante a sessão, mas permaneceram acima de 5%.

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O que impulsionou Wall Street hoje?

Os investidores continuaram a acompanhar as negociações entre Estados Unidos e Irã.

No início da tarde, o presidente Donald Trump disse a repórteres que o governo estava nos “estágios finais” das negociações de paz com o Irã, segundo informações da imprensa.

Relatos de que o Paquistão pretende anunciar uma versão final do texto do acordo entre EUA e Irã nesta quinta-feira (21) para encerrar as hostilidades antes de negociação presencial também aliviaram as tensões.

Dados de navegação da LSEG e da Kpler mostraram que três navios petroleiros transportando o óleo bruto para países asiáticos, com 6 milhões de barris, atravessaram o Estreito de Ormuz, depois de uma espera de mais de dois meses no Golfo Pérsico.

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Já de acordo com a Marinha da Guarda Revolucionária do Irã, 26 navios, incluindo petroleiros, navios porta-contêineres e outras embarcações comerciais, transitaram pelo Estreito de Ormuz nas últimas 24 horas em coordenação com o Irã, informou a mídia estatal.

Em reação, os preços do petróleo fecharam o dia em forte queda. Os contratos mais líquidos do Brent, referência para o mercado internacional, para julho fecharam com tombo de 5,62%, a US$ 105,02 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

Os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para julho caíram 5,70%, a US$ 98,26 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA.

“Higher for longer”

Diante do alívio nas tensões geopolíticas, a ata da última decisão do Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) não fez preço no mercado.

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No documento, os membros do Fed reconheceram que a inflação pode levar mais tempo para retornar à meta de 2% e reforçaram a percepção de juros altos por mais tempo (“higher for longer”).

Os dirigentes também afirmaram que a continuidade da inflação elevada, somada às incertezas geopolíticas, “poderia exigir a manutenção da atual postura de política monetária por mais tempo do que o antecipado anteriormente”.

A ata ainda destacou que “quase todos os participantes” enxergaram risco do conflito no Oriente Médio se prolongar, mantendo os preços do petróleo e de outras commodities elevados “por mais tempo do que o esperado”. Nesse cenário, os dirigentes avaliaram que interrupções nas cadeias globais de suprimento e o repasse de custos maiores poderiam continuar pressionando a inflação.

Em abril, o Fomc manteve os juros inalterados pela terceira vez consecutiva, na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano, em uma decisão não unânime. Stephen Miran foi o único voto dissidente, para um corte de 0,25 ponto percentual.

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Contudo, o que chamou a atenção do mercado foi a dissidência de outros três membros: Beth Hammack, Neel Kashkari e Lorie Logan apoiaram a manutenção dos juros, mas sem sinalização de flexibilização monetária. Essa foi a maior dissidência desde 1992.

Após a ata, o mercado adiou a aposta de elevação dos juros de dezembro deste ano para janeiro de 2027. Perto do fechamento, a ferramenta FedWatch, do CME Group, apontava 54,4% de chance de o Fed elevar os juros na primeira decisão de política monetária do próximo ano.

Todos de olho em Nvidia

Os investidores também operaram à espera do balanço da Nvidia (NVDA), a ser divulgado após o fechamento do mercado. O resultado servirá como um termômetro para o apetite dos investidores por teses relacionadas a inteligência artificial (IA).

Os analistas consultados pela LSEG esperam que o lucro da companhia mais do que dobre em relação ao mesmo período do ano anterior, próximo dos US$ 200 bilhões, enquanto a receita deve avançar quase 80%.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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