Petróleo sobe e Brent volta a superar US$ 100 o barril com incertezas no Oriente Médio após Trump prolongar cessar-fogo
Os preços do petróleo voltaram a subir nesta quarta-feira (22) e o barril do Brent voltou a superar US$ 100 com incertezas sobre as negociações entre Estados Unidos e Irã.
Os contratos mais líquidos do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para junho fecharam em alta de 3,50%, a US$ 101,91 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Já os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para maio subiram 3,66%, a US$ 92,96 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA.
O que mexeu com o petróleo hoje?
Os preços do petróleo iniciaram as negociações em queda, em reação ao anúncio da extensão da trégua entre os Estados Unidos e Irã.
À pedido do Paquistão, mediador das negociações entre EUA e Irã, o presidente norte-americano Donald Trump amenizou o tom de ameaça sobre o Irã e anunciou que estenderia a trégua com o país persa até a conclusão das negociações.
No entanto, a Axios revelou que o cessar-fogo deve durar apenas de 3 a 5 dias, citando uma fonte da Casa Branca.
Informações divergentes também foram apresentadas em relação às próximas negociações: ao New York Post, Trump disse que “boas notícias” podem acontecer já na sexta-feira (24), enquanto a agência de notícias iraniana Tasnim afirma que Teerã não tem, por enquanto, intenção de negociar no fim da semana.
No final da tarde, a Casa Branca disse que ainda espera uma resposta dos iranianos. Em coletiva de imprensa, a secretária de imprensa, Karoline Leaviatt, disse que “há divisões internas na liderança do Irã”, o que torna uma mensagem unificada mais difícil.
As incertezas voltaram a injetar risco no mercado e elevaram os preços do petróleo – com o Brent voltando ao nível de US$ 100 o barril.
Além disso, os preços da commodity aceleraram os ganhos após dados de estoques de petróleo dos Estados Unidos. Os estoques subiram 1,925 milhão de barris, a 465,729 milhões de barris na semana encerrada em 17 de abril, informou Departamento de Energia (DoE). Os analistas consultados pelo The Wall Street Journal projetavam queda de 1 milhão de barris na semana.