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Petróleo Brent sobe mais de 2% após ataques dos EUA ao Irã gerar incertezas sobre acordo de paz

26 maio 2026, 4:23 - atualizado em 26 maio 2026, 4:23
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(Foto: Reuters/Christian Hartmann)

Os contratos futuros do petróleo Brent sobem mais de 2% nesta terça-feira (26), depois que os militares dos Estados Unidos realizaram ataques no Irã, mantendo os mercados em alerta enquanto um acordo para encerrar a guerra e reabrir o Estreito de Ormuz continuava fora de alcance.

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Os futuros do Brent avançavam US$ 2,72 ou 2,83%, para US$ 98,86 por barril às 4h22 (horário de Brasília), após terem encerrado a sessão anterior com queda de 7%.

O petróleo bruto West Texas Intermediate (WTI) dos EUA estava em US$ 92,30 por barril, ligeiramente acima do último preço negociado nesta segunda-feira (25), mas ainda US$ 4,30, ou 4,45%, abaixo do fechamento de sexta-feira (22). Não houve liquidação ontem devido ao feriado do Memorial Day nos Estados Unidos.

Embora ambos os contratos tenham caído durante a sessão noturna diante das esperanças de um acordo de paz, os ataques dos EUA no sul do Irã e os ataques israelenses contra o Hezbollah impulsionaram os preços do Brent e ampliaram a diferença em relação ao WTI, afirmou Michael McCarthy, CEO da plataforma de negociação online Moomoo Australia.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse que negociar um acordo com o Irã pode “levar alguns dias”, frustrando as esperanças de um fim iminente para o conflito, um dia após as forças americanas realizarem o que Washington chamou de ataques defensivos no sul do Irã.

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Teerã interrompeu efetivamente quase todo o transporte marítimo não iraniano de entrada e saída do Golfo através do Estreito de Ormuz desde o início da guerra, bloqueando cerca de um quinto dos fluxos globais de petróleo e gás natural liquefeito.

Nova ataque durante negociações

Os ataques ocorreram enquanto o principal negociador do Irã e o ministro das Relações Exteriores do país estavam em Doha para conversas com o primeiro-ministro do Catar sobre um possível acordo com os EUA para encerrar a guerra, que já dura três meses.

Tanto Washington quanto Teerã disseram ter avançado em um memorando de entendimento que interromperia a guerra e daria aos negociadores 60 dias para chegar a um acordo final.

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O jornal Nikkei informou, citando uma fonte diplomática do Oriente Médio, que o Irã removeria minas do estreito dentro de um prazo de 30 dias sob o acordo, após o qual embarcações de todos os países poderiam navegar livremente e com segurança, com Teerã também encerrando a cobrança de taxas de trânsito.

“Os traders estão apostando fortemente que um avanço finalmente liberará os petroleiros que ficaram paralisados por muito tempo dentro e ao redor do Estreito de Ormuz”, disse Tim Waterer, analista-chefe de mercado da KCM Trade.

Dados de rastreamento marítimo mostraram que três navios-tanque de gás natural liquefeito passaram pelo estreito nos últimos dias, com destino ao Paquistão, China e Índia, juntamente com um superpetroleiro transportando petróleo iraquiano para a China que estava retido havia quase três meses.

O presidente dos EUA, Donald Trump, repetiu ontem sua exigência de que o Irã entregue seu urânio enriquecido para que ele possa ser destruído.

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“É um forte lembrete de que o acordo ainda pode fracassar no último momento, assim como aconteceu nas cinco tentativas anteriores”, afirmou Tony Sycamore, analista de mercado da IG.

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A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
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