Banco Central

Pix restrito: A medida do BC que pode impactar bancos e fintechs com falhas na segurança

08 jul 2026, 12:24 - atualizado em 08 jul 2026, 12:24
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(Imagem: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

O Banco Central (BC) avalia restringir o acesso ao Pix de bancos e fintechs que apresentarem falhas em sua segurança cibernética. Nos últimos 12 meses, o órgão registrou mais de R$ 1,5 bilhão em desvios provocados por ataques hackers.

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O objetivo da medida é reduzir as fraudes e incentivar as instituições financeiras a investirem em políticas internas que fortaleçam seus sistemas de segurança digital.

Regras do BC

No ano passado, o Banco Central já havia adotado novas regras para reforçar a segurança cibernética.

Em 2025, o BC estabeleceu um limite de R$ 15 mil para operações de TED e Pix realizadas por instituições de pagamento não autorizadas e por aquelas conectadas à Rede do Sistema Financeiro Nacional por meio de Prestadores de Serviços de Tecnologia da Informação (PSTIs).

A medida, no entanto, não foi suficiente. Dos 43 casos de desvio de dinheiro via Pix registrados até o fim de maio deste ano, 34 (79%) foram fraudes, de acordo com apuração do O Globo.

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O Banco Central está mapeando a implementação das medidas de segurança exigidas para o Pix, além de eventuais controles adicionais adotados pelas instituições financeiras, para identificar possíveis riscos cibernéticos.

A partir dessa análise, a ideia é que o órgão de supervisão aplique punições às instituições que não cumprirem os requisitos mínimos exigidos.

Aumento do investimento em segurança

Segundo O Globo, o regulador espera que essas medidas incentivem bancos e fintechs a ampliar os investimentos em segurança cibernética.

Diante do aumento no número de ocorrências, o BC passou a exigir que as instituições financeiras reportem todos os episódios de ataques. Além disso, o órgão também passou a alertar os bancos sobre atividades suspeitas.

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Os bancos devem elevar os investimentos em tecnologia de R$ 46,8 bilhões em 2025 para R$ 50,4 bilhões neste ano, com prioridade para a cibersegurança, segundo pesquisa da Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

*Sob supervisão de Renan Dantas

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Jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Universidade Sapienza de Roma. É estagiária de redação na editoria de Trends do Money Times e Seu Dinheiro.
Jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Universidade Sapienza de Roma. É estagiária de redação na editoria de Trends do Money Times e Seu Dinheiro.

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